Imagem ilustrativa da imagem MOTOR<br>FÓRMULA 1<br>Perdeu a graça!



Faltavam três voltas para acabar o GP dos Estados Unidos, ontem, quando o alemão Sebastian Vettel resolveu acelerar de verdade. Jogou o RB9 com vontade nas curvas, retardou freadas, abusou da borracha. Conseguiu fechar o giro em 1m39s856, o único a andar abaixo de 1m40s em Austin.
Foi um tapa na cara dos adversários. Até então, Vettel havia dominado a prova como quis. Largou na pole, abriu uma margem na frente para poder administrar e continuou seu passeio dominical. No fim da prova, a maneira soberana com que fez a melhor volta da prova deu sinais de que tinha sobras. Venceu pela oitava vez consecutiva e só se acontecer uma zebra muito grande não ganhará também em Interlagos no domingo, dia 24, no encerramento da temporada.
O triunfo significou um novo recorde, o de vitórias seguidas numa temporada, superando marca de Michael Schumacher em 2004. Perguntado sobre o significado disso, Vettel reforçou sua filosofia de que as marcas que ficarão para o futuro são obtidas vivendo o presente.
- Você nunca deve perder a paixão e a alegria, lembrando dos dias que você sonhava com isso. Para nós, é importante aproveitar o momento e haverá tempo depois para entender o significado - disse.
A vitória tranquila de Vettel deu o tom de uma corrida monótona, fruto de uma escolha conservadora nos compostos de pneus, com pouca diferença de performance entre eles. Com a borracha desgastando pouco, a maioria dos pilotos fez apenas uma parada nos boxes e as ultrapassagens foram raras, acontecendo quase apenas no meio do pelotão. Lá na frente, Vettel, Romain Grosjean e Mark Webber, os três que subiram ao pódio, fizeram uma prova à parte.
No GP do Brasil, Vettel pode igualar mais dois recordes: o de vitórias consecutivas totais (nove, de Alberto Ascari, conquistado ao longo de duas temporadas) e o de vitórias totais numa mesma temporada (treze, obtido por Schumacher em 2004).


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