Motor quebra e Rubinho abandona
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sábado, 24 de julho de 1999
Por Lívio Oricchio 
Spielberg, áustria, 25 (AE) - Enquanto esteve na pista, até a 55ª volta (de um total de 71), Rubens Barrichello, da Stewart, conduziu seu SF-03-Ford com a precisão de um campeão. Quando o motor quebrou estava em quarto, próximo do bloco da frente, formado por Eddie Irvine, David Coulthard e Mika Hakkiner. "Acho que pilotei hoje o carro mais equilibrado que já tive na Fórmula 1", disse. Ao lado de Edddie Irvine e Rubens Barrichello, o outro personagem da prova foi Pedro Paulo Diniz, da Sauber. Mesmo largando em 16º e fazendo uma parada a mais da maioria, Diniz terminou em sexto, realizando várias ultrapassagens.
"Foi uma pena eu não terminar a corrida", falou Barrichello. O desempenho do SF-03 o surpreendeu. "Eu sou um pouco teimoso e isso às vezes me prejudica". Sexta-feira a Stewart equipou seu carro com um novo diferencial, testado com sucesso por Johnny Herbert em Monza, uma semana antes. Por desconhecer o sistema e achar que o carro respondia bruscamente nas acelerações, Barrichello pediu para voltar à solução anterior.
Hoje, a pedido do diretor técnico da Stewart, Gary Anderson, Barrichello usou o novo diferencial no treino da manhã (warm-up) e na corrida. "Eu conseguia ser muito rápido mesmo, acompanhava o ritmo da McLaren de perto e mantinha a Ferrari atrás de mim". Sua candidatura na Ferrari pode ter recebido hoje mais um golpe, com a vitória de Irvine.
O norte-irlandês fortaleceu sua posição dentro da equipe italiana. Apesar de o diretor-esportivo da organização, Jean Todt, nem mesmo conversar com Irvine, a verdade é que ele preecheu o vazio deixado pela ausência de Michael Schumacher. Não importa se com a ajuda de David Coulthard ou não. Irvine venceu e é o que conta. Foi a terceira vez este ano que Pedro Paulo Diniz marcou pontos. As outras duas foram no Canadá e na penúltima etapa, na Inglaterra. Diniz abusou de ultrapassar seus adversários. Aproveitando-se com competência do menor peso da sua Sauber, por optar por dois pit stops, Diniz deixou para trás pilotos como Giancarlo Fisichella, Ralf Schumacher, Jarlo Trulli
dentre outros. Já na segunda volta ele era o oitavo colocado, depois de largar em 16º.
"Saindo lá de trás eu tinha de arriscar", disse. "Aprendemos que com pouca asa nosso carro se comporta melhor". Como na próxima etapa, na Alemanha a pista exige pouca asa e um bom motor, Diniz mostrou-se otimista novamente. Temos boas chances de marcar pontos em Hockenhein.
"Seu companheiro, Jean Alesi, aprontou mais uma das suas: ficou sem gasolina na 50ª volta. "Não vi a placa dos boxes e mesmo ouvi o rádio me chamar". Ricardo Zonta, da BAR, não terminou o GP da áustria. Na 63ª volta quebrou a embreagem. Ele chegou a andar em oitavo no início da prova.


