em Indaiatuba, no Interior de São Paulo, os treinos livres para o Motocross das Nações, a Copa do Mundo do esporte, disputada anualmente desde 1947. Domingo serão realizadas as três baterias finais que vão definir os vencedores. A prova é no Brasil pela primeira vez e conta com a participação de 21 países. A equipe brasileira, formada pelos pilotos da Honda Paulo Stdelie, na categoria 125 cc, Rafael Ramos, nas 250 cc, e Cristiano Lopes na Open, que permite a inscrição de motos de 500 cc, está confiante e pretende terminar a competição entre os dez primeiros colocados. Com 14 títulos em toda a história da competição e uma equipe totalmente renovada, os norte-americanos são os favoritos com os pilotos Richard Carmichael, Kevin Windham e Michael La Rocco. A Inglaterra, com 16 títulos, é a maior vencedora. Os italianos, que nunca venceram, este ano têm boas chances com Alesio Chiodi, campeão mundial nas 125 cc, e Andrea Bartolini, campeão mundial nas 500 cc. A França, que também nunca venceu, com Frederic Bolley e Sabastian Tortelli, e a Bélgica, 12 vezes campeã, com Stefan Everts e Joel Smets, estão bem cotados. Os brasileiros, pela terceira vez, participam da prova. Em 1997, na Bélgica, e em 1998, na Inglaterra, eles não pontuaram. Este ano, os pilotos do Brasil estão animados por estarem correndo em casa e pela disposição de um bom equipamento fornecido pela Honda. "Tivemos assistência técnica especializada do Japão e queremos colocar o país entre os dez primeiros", afirma Cristiano Lopes. "Na última semana acertamos a suspensão para manter a moto no chão e fazer as curvas esburacadas com perfeição." Segundo Lopes, o circuito de Indaiatuba é de baixa e média velocidade e não favorece o desempenho das motos de 500 cc. "Por isso vou disputar a prova com uma 250 cc", diz. "Vou perder na largada, que em Indaiatuba é na subida, mas no decorrer da corrida devo ser beneficiado", explica. "A moto de 500 cc é muito pesada e exige muito do aspecto físico."

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