O motocross é um esporte que está conquistando cada vez mais adeptos pelo Brasil. Após uma forte expansão na década de 1990, muitas pessoas passaram a praticar nas várias pistas da região. Alguns procuraram algo mais light, se aventurando pelas trilhas nessa modalidade que reúne alta velocidade e muita adrenalina.
As provas são normalmente realizadas em circuitos fechados, com extensões de até 1,5 km, sendo que no motocross são colocados vários obstáculos ao longo da pista, como costelas - pequenas lombadas - e saltos com variados graus de dificuldade. Já no velocross, a pista é livre, o que facilita o piloto a desenvolver uma maior velocidade.
As motos possuem cilindradas variadas - as mais usadas são as de 250cc e as de 450cc - sendo que cinco montadoras (Honda, Yamaha, Suzuki, Kawasaki e KTM) dominam os principais mercados pelo mundo. Outras oito fábricas dividem o restante da preferência dos esportistas.
Em Cambé, na Região Metropolitana de Londrina, o grupo BK possui um local que possibilita que uma pessoa possa começar a prática do motocross com toda estrutura necessária para o esporte. Na fazenda do grupo, praticamente dentro da cidade vizinha, foram construídas duas pistas - a de motocross com 1,5 km e a de velocross, com 1,3 km.
De acordo com José Roberto Ferlini, piloto oficial do grupo BK e que tem no currículo nove títulos estaduais na categoria MX3 - pilotos acima de 35 anos -, além da participação em dois Rally dos Sertões, a pista é aberta para quem quiser treinar, independente da idade. ''Nós cobramos apenas R$ 10 de taxa de manutenção e a pessoa pode ficar o dia inteiro. Além disso, o iniciante da modalidade recebe toda a orientação necessária para a prática do esporte'', comentou. Segundo ele, outras pistas no Brasil, como em Curitiba e Goiânia, cobram bem mais caro, algo entre R$ 30 e R$ 40 por dia.
As mulheres também não ficam de fora do motocross. Muitas utilizam o centro de treinamento da BK para aprimorarem suas habilidades em cima de uma moto. Entre elas, Ferlini destaca Bruna Bartz, de apenas 14 anos, natural de Faxinal. Ela conquistou o campeonato brasileiro da sua categoria em 2010 ganhando quatro das seis provas. ''A Bruna é jovem e compete com os homens de igual para igual. Ela tem um futuro brilhante e não vai demorar muito para estar disputando o mundial'', garantiu.
Ferlini explica que para uma pessoa começar a praticar o motocross, ela vai desembolsar cerca de R$ 4 mil com todo o material. ''Tem todo o equipamento de segurança, como capacete, botas, luvas e protetores, além, é claro, da própria moto'', afirmou.

Serviço:
Os interessados em obter outras informações sobre a pista localizada em Cambé podem entrar em contato pelo telefone (43) 9963-7458.

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