Motociclistas descansam no Rali Dacar
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
France Presse 
Bamako - Ontem foi dia de descanso no Dacar 2005, no dia seguinte à morte de Fabrizio Meoni, somada à do espanhol José Manuel Pérez na segunda-feira, sobretudo para os pilotos de moto que conseguiram o cancelamento da 12 etapa entre Kiffa, na Mauritânia, e Bamako, em Mali, nesta categoria.
A corrida foi disputada entre os carros e os caminhões que partiram com uma faixa preta presa aos retrovisores esquerdos. Alguns competidores estavam muito abatidos, como foi o caso de Thierry Magnaldi, ex-motociclista, que chorava na largada da etapa.
A especial foi vencida pelo sul-africano Giniel De Villiers (Nissan), ao fim do trajeto de 586 km. O piloto brasileiro Klever Kolberg e seu co-piloto Lourival Roldan (Mitsubishi) ficaram com a décima colocação nesta etapa.
O percurso possuía muitas junções onde era fácil se equivocar, e também muitas árvores. ''Desviamos de não sei quantas árvores'', declarou Luc Alphand (Mitsubishi), terceiro da etapa a 6 minutos e 27 segundos de De Villiers.
''Nós cruzávamos árvores sem parar, nunca vi nada igual'', comentou o belga Jean-Marie Lurquin, co-piloto do vencedor do dia.
Na classificação geral dos carros, o francês Stéphane Peterhansel mantém a liderança com 23 minutos e 16 segundos de vantagem sobre Alphand, e 1 hora, 18 minutos e 47 segundos em relação a alemã Jutta Kleinschmidt (Volkswagen). O brasileiro Kolberg está na 16a posição, a 23 horas, 53 minutos e 24 segundos do líder.
A decisão da direção de cancelar a prova de motos foi elogiada pelos pilotos.
''A velocidade não tem nada a ver com o acidente de Meoni. A etapa de terça-feira era na verdade a menos rápida deste Dacar, mas as condições meteorológicas eram muito ruins'', disse Patrick Zaniroli, diretor esportivo deste Dacar 2005.
''Foi muito bom que a organização tenha feito este esforço'', declarou o líder da classificação geral entre as motos, o francês Cyril Desprès (KTM), muito triste com a morte de Meoni, que era um de seus dois ''mentores'', ao lado de Richard Sainct, morto no final de setembro. ''Para todo mundo, esta quarta-feira foi de descanso, acrescentou o amador Luc Pagnon. Mesmo assim, creio que ninguém pensa em abandonar a competição''.
Os 108 motociclistas que ainda estão na competição e os outros cinco que abandonaram foram transportados de avião de Kiffa para Bamako nesta ontem à tarde. As motos, em sua maioria, foram transportadas pela manhã.
A ponte aérea progrediu sem problemas, mesmo com um leve problema técnico em uma das aeronaves que deixou os organizadores em dúvida, já que o aeroporto de Kiffa não estava iluminado, o que exigiu o término da operação antes da chegada da noite.
Nesta quinta-feira, a competição voltará ao seu ritmo normal com uma etapa de 668 km, 370 km de especial, entre Bamako e Kayes (oeste).


