Mostramos equilíbrio, solidez e solidariedade, diz Parreira
Leipzig - Carlos Alberto Parreira, assim como Hercule Poirot, herói de muitos romances policiais de Agatha Christie, gosta de método e ordem. Como essas características sobressaíram na estréia do Brasil na Copa das Confederações, o treinador campeão do mundo em 1994 voltou para a concentração feliz na noite de ontem. Feliz e convencido de que o torneio na Alemanha servirá para consolidar o esquema de jogo do time para o Mundial, além de trazer-lhe algumas certezas a respeito do grupo que o acompanhará dentro de um ano. Dúvida, acredita, apenas uma: como definir os dois atacantes, já que dispõe de muitas opções.
''Mostramos equilíbrio, solidez e solidariedade'', enumerou o técnico. ''A Grécia não conseguiu fazer suas jogadas de profundidade, que tanto surpreenderam na Eurocopa do ano passado, porque tivemos méritos'', frisou.
Em sua avaliação, o indício mais evidente de que o script foi seguido risca esteve no fato de que Dida fez apenas uma defesa e quase no final da partida, com os 3 a 0 já consolidados. ''Isso prova que o time soube rodar e, com isso, confundiu os gregos'', observou.
Parreira ficou animado, ainda, com o comportamento do estreante Cicinho, de Gilberto e mais uma vez com a desenvoltura de Robinho. ''O Robinho é uma realidade, tem longa estrada pela frente'', destacou. ''Os laterais tiveram comportamento muito satisfatório. Isso me dá confiança no futuro, temos perspectivas promissoras'', imagina. (Agência Estado)





