Quando viu Alan jogar, ainda dente-de-leite, na pequena Barbosa, cidadezinha do interior de São Paulo com apenas seis mil habitantes, o atual coordenador das categorias de base do Londrina, Udélton Prates, não pensou duas vezes. ''Esse menino é mosca branca'', pensou na época.
O que Prates quis dizer é que o jovem atacante era uma jóia rara no futebol, um garoto diferenciado, que poderia se tornar um grande profissional. ''Ele tem uma técnica indiscutível e uma ótima cabeça. Precisa apenas fazer um trabalho de força, com nutricionista'', elogiou Prates.
O coordenador já havia levado Alan para o Guarani, mas uma contusão tirou o garoto do Bugre. Demorou um ano e meio até que Alan conseguisse um novo clube, justo o Londrina. ''É coisa do destino'', classificou Prates, que o comparou ao ex-atacante do São Paulo, Grafite.
O supervisor das categorias de base, Lívio Vieira, também se rendeu ao futebol de Alan. ''É prematuro dizer ainda, mas se eu tivesse uma bola de cristal, diria que é uma grande promessa, que pode ser um grande jogador e chegar à seleção brasileira. Tem muita qualidade técnica, é humilde, educado e interessado. Até os adversários ficam impressionados'', apontou Vieira, que o comparou a si próprio. ''Vendo ele jogar, me lembra muito quando eu jogava. Joga de cabeça erguida, é rápido, sabe fazer gols e não é fominha''. (T.M.)

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