O Morumbi abrigará os dois últimos jogos da final do Campeonato Brasileiro-98, entre Corinthians e Cruzeiro, nos dias 20 e 23. O Corinthians tentou até o início da noite de ontem a realização da partida no Pacaembu, mas a Federação Paulista de Futebol determinou a realização do jogo no campo são-paulino.
‘‘É o único estádio em São Paulo com capacidade superior a 50 mil pessoas’’, justificou o vice-presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos. Segundo avaliação do Contru (Departamento do Controle do Uso de Imóveis), o estádio está liberado para 60 mil pessoas.
A única determinação no estádio seria a divisão do anel das arquibancadas em quatro setores, com capacidade para cinco mil pessoas cada, para evitar aglomeração em pontos determinados. ‘‘Para que o estádio não trema ’’, afirmou Lair Krahenbuhl, secretário da Habitação.
O São Paulo ainda tentou vetar a realização do jogo no estádio, alegando que atrasaria a instalação do novo sistema de iluminação. Mas a FPF assumiu a responsabilidade pelos custos extras para que a obra fosse realizada.
O Corinthians, que empatou o primeiro jogo e tem a vantagem de dois empates nos jogos restantes, ainda jogou uma última cartada, usando uma laudo com o qual tentava ‘‘anabolizar o Pacaembu’’. Após vistoria do Contru na semana passada, o estádio teve a capacidade ampliada em quase 13 mil lugares.
Após solicitação de nova avaliação da capacidade do estádio, o Contru autorizou a ampliação de 37.391 lugares para 51.325, o que permitiria à equipe paulista enfrentar o Cruzeiro no local.
Pelo regulamento do Brasileiro-98, as finais têm que ser realizadas em estádios com capacidade superior a 50 mil pessoas. Mas o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PPB), em reunião ontem com representantes do clube e do Contru vetou o laudo, exigindo que fossem adotadas as normas de segurança preconizadas pela Fifa.

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