Morumbi e Pacaembu dividem Santos para a decisão
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quinta-feira, 02 de junho de 2011
Bruno Deiro <br> Agência Estado 
Assunção - Após o clima de guerra vivido pelo Santos contra o Cerro PorteÀo, é a vez de o time da Vila Belmiro definir o cenário que deseja para a decisão da Copa Libertadores da América. Com a vantagem do segundo jogo em casa, pode optar pela pressão do Pacaembu ou pelo rentável Morumbi - a diferença pode ser de mais de R$ 3 milhões. ''O Pacaembu tem a vantagem da proximidade com a torcida, mas o Morumbi permite um público maior. Vamos tomar a decisão no máximo amanhã (sexta-feira)'', disse o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro.
O elenco santista não fala abertamente, mas prefere o calor da torcida no Pacaembu. A diretoria santista, porém, hesita em abrir mão de uma renda maior. Segundo o presidente, a Conmebol também faz pressão para que a partida ocorra no palco maior, ou seja, o Morumbi.
No jogo de ida da semifinal contra o Cerro PorteÀo, no Pacaembu, o Santos faturou renda bruta de R$ 1.286.140,00 (público de 31.434 pessoas). Tomando-se por base o lucro do São Paulo com o Morumbi na última Libertadores, a mudança de palco terá uma diferença considerável para os cofres santistas. Na semifinal do ano passado contra o Internacional, em seu estádio, a diretoria são-paulina embolsou R$ 4.484.282,25 de renda bruta, com público de 57.113 pagantes.
Atuando no Pacaembu, porém, o time santista está invicto nas três partidas que disputou pela Libertadores e conseguiu uma das vitórias mais importantes na competição.
Vaga no sufoco
Na classificação diante do Cerro, em Assunção, o Santos sentiu na pele a diferença que faz um estádio vibrante. Exagerando no clima de tensão, a torcida paraguaia atirou garrafas e pedras em cerca de mil santistas, que foram acuados nas arquibancadas. Sobrou até para o técnico Muricy Ramalho, que teve de ser atendido após ser alvo de objeto atirado pela torcida rival.
Ontem, no embarque do time para São Paulo, mostrou indignação e cobrou providências, mas não mostrava marcas visíveis na testa, atingida por objeto. ''O certo seria interditar aquele estádio (Pablo Rojas). Mas a gente sabe que a Conmebol sempre passa a mão na cabeça dos caras'', disse o treinador.


