Morten mantém os pés no chão
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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
DO ENVIADO ESPECIAL<br>Em Belgrado (SER) 
No comando da Seleção Brasileira feminina de handebol desde 2009, o dinamarquês Morten Soubak conseguiu o maior título da história da modalidade no país. Mas está longe de estar totalmente satisfeito com o esporte no Brasil.
Já na coletiva de imprensa que fechou o Mundial da Sérvia, o dinamarquês pediu mudanças na forma com que o handebol é planejado. Hoje, por exemplo, ele não vê reposição para a geração que chegou à inédita medalha de ouro.
- Espero que quem trabalhe com handebol no Brasil comece a trabalhar direitinho e planeje melhor do que está sendo feito hoje. Do jeito que está, não vai mudar nada. Estamos totalmente dependentes das meninas que estão na Europa - analisou o comandante da equipe.
O técnico tem contrato com a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, os quais ele trata como a principal meta.
Até lá, contudo, espera ver mais atletas desenvolvidas no país. Hoje, apenas três jogadoras entre as 16 que fizeram história na Sérvia atuam no país. Quadro que o preocupa.
- Não é por causa do que é feito no Brasil que estamos aqui. Nem um pouco. Se o Brasil daqui a três anos produzir cinco, oito jogadoras, beleza. Mas eu quero ver o Brasil produzir um time inteiro que vá para a Seleção adulta. É o desafio - disse.
Na última temporada, Morten esteve à frente do Hypo, da Áustria. O time tem parceria com a CBHb e cedeu seis atletas para o time verde e amarelo que conquistou o título.
No entanto, o técnico dinamarquês já afirmou que não continuará na Áustria para a próxima temporada, e retornará ao Brasil. Além disso, a entidade brasileira cogita não renovar o contrato com o parceiro, uma vez que o vínculo termina em junho deste ano.






