Morte do sogro de técnico uniu os americanos
Pequim - A bola estourou em Giba e foi para o chão. Ouro dos EUA. Hugh McCutcheon celebrou discretamente e então ''saiu de órbita''. Disparou a andar, sozinho. Entrou em um corredor. Num estalo, voltou. À quadra. E a toda a festa ao seu redor.
O relato do que ocorreu ao fim da decisão de ontem é do próprio McCutcheon. Neozeolandês, 39, técnico dos EUA desde 2005. E a grande ''causa'' que moveu o ouro americano foi a história que chocou a Olimpíada logo no seu início.
No dia 9, um homem armado com uma faca atacou parentes de McCutcheon que passeavam na Torre do Sino, famoso ponto turístico da capital chinesa. Todd Bachman, sogro do técnico, morreu na hora. A sogra foi internada e já se recupera nos EUA.
Abalado e preocupado em apoiar a mulher, Elisabeth Bachman, ex-atleta da seleção americana de vôlei, McCutcheon não comandou a equipe nas três primeiras partidas do torneio olímpico.
Só voltou ao banco contra a China, no dia 16. Quando, mais do que técnico, já era a maior motivação dos seus atletas para buscarem o ouro que não vinha desde o bi em 1984 e 1988. ''Nada do fizéssemos aqui iria mudar o que aconteceu. Mas tínhamos que dar esse título para o Hugh'', afirmou o levantador Lloy Ball, 36.
Extasiado, McCutcheon contou sobre o ''transe'' em que entrou no ponto final. ''Foram duas semanas muito emocionantes. Quando acabou o jogo, minha cabeça saiu de órbita.'' (Folhapress)





