São Paulo - A morte de Miklos Fehér, reabriu a polêmica sobre os riscos da prática dos esportes de alto rendimento e a necessidade de rigorosos exames de prevenção. O tema ganhou destaque no ano passado, após a morte súbita do camaronês Marc-Vivien Foe, em circunstâncias semelhantes. Na opinião de especialistas, novos casos como esses seguirão ocorrendo. Para Turíbio Leite de Barros, fisiologista, a medicina até tem recursos para detectar a maioria das doenças congênitas ou problemas que causam a morte repentina, mas são pouco utilizados pelos clubes.
''É inviável submeter atletas a todos esses exames'', diz. O fisiologista, que trabalha no São Paulo, conta que seu clube assim como vários outros submete seus profissionais a eletrocardiograma, ecocardiograma, que, no entanto, dificilmente conseguem identificar problemas como o de coagulação do sangue uma das possíveis causas da morte de Fehér.
Funeral - O corpo de Fehér será enterrado hoje na cidade húngara de Gyor, onde nasceu. A maior parte do velório ocorreu no Estádio da Luz, em Lisboa, campo do Benfica. Milhares de torcedores, além de companheiros de time e dirigentes, foram prestar homenagem ao atacante, que morreu no domingo, meia hora depois de entrar em campo, no jogo com o Vitória, em Guimarães. A Federação de Futebol da Hungria quer honras de 'chefe de estado' no enterro. As causas da morte ainda não são conhecidas.

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