France PresseInvestigaçãoO pai de Aitor e um membro da torcida do Real Sociedad
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A morte de um torcedor do Real Sociedad, ontem, depois de ter sido esfaqueado anteontem em Madrid por um ‘‘cabeça-raspada’’, antes da partida contra o Atlético de Madrid, pela Copa da Uefa, está provocando grande consternação e indignação na Espanha, onde o esporte mais popular é o futebol.
A morte de Aitor Zabaleta Cortaza, de 28 anos, deixou de ser assunto para a imprensa esportiva para virar notícia de primeira página nos principais jornais espanhóis. ‘‘Selvageria’’ é uma das palavras mais usadas pelos jornais da Espanha para definir o crime.
A vítima, um basco espanhol que acompanhava sua noiva, uma integrante da torcida feminina do Real Sociedad, em San Sebastián, recebeu uma facada próximo do coração, nos arredores do Estádio Calderón, de Madrid, três horas antes da partida, válida pelas oitavas-de-final da Copa da Uefa.
Segundo testemunhas, Aitor Zabaleta Cortaza foi provocado por um grupo de ‘‘skinheads’’, que levavam bandeiras com as cores do Atlético. Depois de uma discussão, um dos carecas o esfaqueou. O ferimento cortou uma artéria e chegou a atingir o ventrículo esquerdo do coração.
A vítima foi levada imediatamente a um hospital de Madrid, mas morreu às 3 horas da madrugada de ontem (horário local).
‘‘É uma grande desgraça para a sociedade, o futebol e a família da vítima. Espero que o canalha que cometeu esta atrocidade receba o castigo que merece’’, afirmou o presidente do Real Sociedad, Luis Uranga.
Segundo Jesus Gil, presidente do Atlético de Madrid, esta agressão é ato isolado, de uma minoria, de ‘‘um louco que não representa a torcida’’ do clube de Madrid e afirmou temer que ‘‘esta ação criminosa’’ possa representar um golpe contra o processo de paz na região basca.
‘‘Os madrilenhos sentem vergonha desta agressão’’, afirmou o delegado de governo, Pedro Nú¤ez Morgades, antes de formular uma convocação para que todos ajudem na busca aos assassinos.
‘‘É uma ação do totalitarismo, da intolerância. Se trata de pura barbárie, de um vandalismo criminoso que se esconde por trás das aparências da paixão desportiva’’, diz um artigo do ABC, diário que pediu a intervenção da Comissão Nacional contra a Violência no Esporte.
A violência no futebol espanhol está limitada a casos isolados. Dois torcedores morreram em incidentes, nos últimos sete anos, e as partidas estão sempre cercadas de segurança máxima.

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