Morte de jogador de vôlei assusta colegas
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segunda-feira, 07 de agosto de 2006
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
Mais de 200 pessoas, entre amigos e familiares, compareceram ontem à tarde ao velório e sepultamento do jogador de vôlei londrinense Eduardo de Paula Silva, o Dudu, 24 anos, no Jardim São Lourenço (zona sul). Ele morreu de trombose pulmonar no domingo de manhã, após ter tido um mal súbito e uma crise de falta de ar.
O atleta de 2m06, que era atacante e jogava pelo Benfica, de Portugal, estava de férias com a família em Londrina desde maio e retornaria este mês para Portugal para se apresentar ao novo clube, o Porto. Porém, começou a se sentir mal em casa e foi encaminhado às pressas ao Hospital da Zona Sul, onde teve duas paradas cardíacas e não resistiu.
Como foi uma situação incomum e devido ao fato de Dudu ser um atleta, o médico que o atendeu recomendou à família que fosse feita uma autópsia para se descobrir as causas da morte. O resultado deve sair entre hoje e quinta-feira.
Entre as pessoas que foram ontem ao velório estavam alguns jogadores que atuaram com o atacante e o sentimento da maioria era de espanto. ''Principalmente pela forma como ele morreu. Não estava sequer em atividade e além disso nunca tinha tido uma coisa assim antes'', comentou Jorge Romero, 25, que jogou com Dudu no Canadá Country Clube e em Arapongas.
Leandro Viana, 26, atacante do time de Maringá, que jogou com o londrinense no Chapecó, em 1999, disse que esse tipo de coisa acontece raramente no vôlei. ''Ficamos sabendo de alguns casos de paradas cardíacas no futebol, mas no vôlei o ritmo é menos puxado. E ele (Dudu) estava num time de total estrutura e que faz todos os exames necessários'', reforçou.
A mãe do jogador, Jandira da Silva, comentou que Dudu ''sempre foi um menino muito bom'' e que nunca lhe deu trabalho. No Brasil, ele jogou também pelo Bento Gonçalves-RS e pelo Caxias-RS.


