Morte de Alboreto choca a F-1
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quinta-feira, 26 de abril de 2001
Agência EstadoDe Barcelona, Espanha 
A esposa de Michele Alboreto, Nadia, pediu que a cerimônia do funeral fosse a mais simples possível e será atendida. Hoje, às 16 horas, será enterrado na pequena cidade de Basiglio, onde nasceu, ao lado de Milão, o último piloto gentleman da Fórmula 1, como definiu ontem Alain Prost, no Circuito da Catalunha. Pilotos, mecânicos e dirigentes chegaram ontem ao autódromo ainda chocados com a notícia da morte de Alboreto.
O francês Alain Prost era um dos mais sentidos com a perda de Alboreto. Ele foi o meu primeiro grande adversário no Europeu de Fórmula 3 (1979) e depois no título mundial de Fórmula 1, em 1985. O sócio da Prost falou com emoção do amigo. Apesar de competirmos pelo mesmo objetivo, Michele sempre foi muito correto, dentro e fora das pistas. Infelizmente homens como ele não existem mais na Fórmula 1.
As hipóteses para explicar o acidente que o matou, no novo circuito de Lausitzring, na Alemanha, já começaram a surgir. Vi numa foto que o pneu traseiro esquerdo estava dechapado, comentou Ivan Capelli, ex-piloto da Ferrari, atualmente comentarista da RAI, rede de TV da Itália. Como a traseira abaixou, a frente se elevou e o ar entrou em baixo do carro, fazendo-o decolar.
O local do acidente, fora da área da pista, já que o Audi pousou depois das grades de proteção, lembravam as de um choque de uma aeronave contra o solo. O modelo de esporte-protótipos se desintegrou e Alboreto, com fraturas múltiplas no crânio e coluna cervical faleceu na hora.


