A esposa de Michele Alboreto, Nadia, pediu que a cerimônia do funeral fosse a mais simples possível e será atendida. Hoje, às 16 horas, será enterrado na pequena cidade de Basiglio, onde nasceu, ao lado de Milão, o ‘‘último piloto gentleman da Fórmula 1’’, como definiu ontem Alain Prost, no Circuito da Catalunha. Pilotos, mecânicos e dirigentes chegaram ontem ao autódromo ainda chocados com a notícia da morte de Alboreto.
O francês Alain Prost era um dos mais sentidos com a perda de Alboreto. ‘‘Ele foi o meu primeiro grande adversário no Europeu de Fórmula 3 (1979) e depois no título mundial de Fórmula 1, em 1985.’’ O sócio da Prost falou com emoção do amigo. ‘‘Apesar de competirmos pelo mesmo objetivo, Michele sempre foi muito correto, dentro e fora das pistas. Infelizmente homens como ele não existem mais na Fórmula 1.’’
As hipóteses para explicar o acidente que o matou, no novo circuito de Lausitzring, na Alemanha, já começaram a surgir. ‘‘Vi numa foto que o pneu traseiro esquerdo estava dechapado’’, comentou Ivan Capelli, ex-piloto da Ferrari, atualmente comentarista da RAI, rede de TV da Itália. ‘‘Como a traseira abaixou, a frente se elevou e o ar entrou em baixo do carro, fazendo-o decolar.’’
O local do acidente, fora da área da pista, já que o Audi ‘‘pousou’’ depois das grades de proteção, lembravam as de um choque de uma aeronave contra o solo. O modelo de esporte-protótipos se desintegrou e Alboreto, com fraturas múltiplas no crânio e coluna cervical faleceu na hora.

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