Morre torcedor-símbolo do basquete
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terça-feira, 01 de março de 2005
Gilmar Agassi<br>Reportagem Local 
O basquete londrinense está de luto. Wagner Rodrigues Gongora, 19 anos, foi enterrado ontem à tarde no Cemitério São Pedro, região central de Londrina. Vagão, como era conhecido, morreu na noite de segunda-feira, vítima de leucemia. Considerado torcedor-símbolo do Londrina Basquete Clube, Vagão acompanhava diariamente os treinos da equipe e não perdia um jogo, sempre incentivando os jogadores, mesmo nos difíceis momentos das derrotas.
Em uma grande coincidência, Vagão morreu no instante que sua grande paixão, o Londrina Basquete, atuava diante do Universo/Brasília, pelo Campeonato Nacional de Basquete Masculino. Os jogadores foram avisados de sua morte logo após a partida. ''Fomos surpreendidos'', resumiu o ala Robson.
A delegação chegou a Londrina ontem pouco depois das 15 horas e se dirigiu para o velório, realizado no ginásio de esportes da Arel. Durante a madrugada e o dia de ontem, centenas de pessoas foram se despedir do jovem, que sonhava ser jogador de basquete.
Dentre os presentes no velório, estavam familiares, amigos e jogadores, como o armador Victor Mansure, que jogou na temporada passada em Londrina. Durante a disputa do Campeonato Paranaense, Mansure morou na casa de Vagão, por causa das dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube. Mansure estava inconsolável com a morte do amigo, a quem tinha como um irmão.
O supervisor do LBC, Jorge Júnior, lembra que Vagão acompanhava o basquete londrinense desde o início da equipe, em 1997, quando tinha 10 anos. Além de ser um torcedor apaixonado, também foi atleta, tendo atuado na escolinha de basquete da Arel e do Canadá Country Club. Ele disputou os Jogos da Juventude, por Londrina, além de ser auxiliar-técnico em outras duas edições dos Jojup's. ''Era um garoto querido, apaixonado pelo basquete. Tinha muitos amigos'', contou Mazinho, auxiliar-técnico do Londrina/TIM e ex-técnico de Vagão.
Mazinho tem razão quando diz que Vagão tinha muitos amigos. Vários jogadores que passaram por Londrina, como Leandro Salgueiro, Hélio, Ricardo Probst, Fernando Mineiro, Ildes, entre outros, ligaram para a direção do clube buscando informações e se sensibilizando com a família.
Segundo Jorge Júnior, o rapaz descobriu que era portador de leucemia há pouco mais de seis meses. Após realizar o tratamento, baseado em quimioterapia, o jovem estava preparado para o transplante de medula, que seria doada por sua irmã. Mas na noite de domingo ele teve uma recaída e precisou ser internado. Na segunda-feira, Vagão foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e faleceu.


