Morre Serafim Meneghel, ex-dirigente folclórico do União Bandeirante


Reportagem local
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Morreu na tarde deste domingo (22), em São Paulo, Serafim Meneghel, aos 88 anos. O empresário estava internado na capital paulista havia uma semana. A causa da morte não foi divulgada, mas segundo a família, foi decorrente de causas naturais. Liderança política em Bandeirantes (Norte Pioneiro), Meneghel presidiu a Usina Açúcar e Álcool Bandeirantes S.A. por três décadas e se tornou figura folclórica no mundo do futebol como presidente do extinto União Bandeirante.


Morre Serafim Meneghel, ex-dirigente folclórico do União Bandeirante
Elvira Alegre/SRP/Arquivo FOLHA
 


São muitas as histórias envolvendo a família. A mais famosa é a do tiro que o ex-presidente teria dado na bola em um jogo do clube. A relação entre Serafim Meneghel e família e o futebol de Bandeirantes é marcada por muita paixão e folclore. Os Meneghel ficaram famosos por andarem armados e exercerem uma certa ''pressão extra-campo'' nos jogos do União. Conta a lenda que, quando não dava na bola, dava na bala.




Outra história diz que em 1968 a equipe enfrentava o Seleto e se perdesse seria rebaixado para a Segunda Divisão. No final da partida, o time de Paranaguá arriscou um ataque e a defesa do União cometeu o pênalti. Serafim, furioso, teria invadido o gramado. O árbitro Vander Moreira foi cercado e houve muito empurra-empurra. Como não conseguia chegar perto do juiz, Serafim teria tirado um revólver calibre 38 da cintura e dado um tiro para cima. O árbitro considerou a ''argumentação'' e trocou a penalidade por um tiro de meta para o União.


O União Bandeirante Futebol Clube foi criado em 1964, levando o nome da Usina Bandeirante. Com a fusão com o Guarani, também de Bandeirantes, se tornou União. O clube encerrou as suas atividades em 2006.




O União foi cinco vezes vice-campeão paranaense, sendo a última em 1992, quando foi derrotado pelo Londrina, após três partidas no estádio do Café. O clube revelou grandes nomes para o futebol paranaense, como a famosa "dupla caipira" Paquito e Tião Abatiá. Quem vestiu a camisa do União também foi o lateral-direito Nilton de Sordi, campeão do mundo com a seleção brasileiro em 1958.

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