Morre o segundo maior artilheiro do São Paulo
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quinta-feira, 24 de abril de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A alegria pela volta de Kaká aos treinos do São Paulo ontem contrastou com a tristeza pela morte de Gino Orlando, segundo maior goleador da história do Tricolor e que dedicou boa parte de sua vida ao clube de coração, exatos 44 anos. E foi justamente o coração deste goleador que parou na madrugada de ontem, no Hospital do Coração, onde estava internado desde fevereiro e havia passado por cirurgia para correção de aneurisma no tórax. Gino sofreu parada cardíaca. O enterro aconteceu no Cemitério do Araçá nesta quinta-feira à tarde.
Gino nunca foi um craque. Ao contrário, como gostava de se definir, era um protótipo de grosso. Grandalhão, forte, era daqueles centroavantes trombadores, que supria a falta de técnica com força de vontade. Destacava-se ainda por ser um cabeceador emérito. ''Eu fui o protótipo do grosso, do jogador que procurava suprir as deficiências técnicas com desprendimento fora do comum. Eu brigava o tempo todo com os beques adversários, não acreditava em bola perdida'', dizia.
O autor de 232 gols com a camisa do Tricolor, superado apenas por Serginho, que fez 242. Foram 450 partidas, em dez anos de clube. Defendeu a seleção brasileira em nove oportunidades e sua maior decepção foi ser cortado da Copa do Mundo de 1958.


