Será sepultado na manhã de hoje no Cemitério Vertical, no bairro Tarumã, em Curitiba, o corpo do ex-jogador e comentarista esportivo Antônio Dionísio Filho, de 58 anos. Dionga, como era conhecido, foi lateral-esquerdo de vários clubes do Paraná e morreu ontem vítima de uma síndrome colestática, decorrente de uma lesão nas vias biliares. Ele estava internado desde o dia 10 no Hospital Vitória, na capital.
Natural de Ribeirão Preto (SP), Dionísio começou a carreira no time local, o Botafogo, e depois atuou ainda por Atlético Mineiro, Internacional, Guarani e Operário-MS. No Paraná jogou por Atlético, Coritiba, Pinheiros e Cascavel, onde encerrou a carreira, em 1990. Foi campeão paranaense em 1984 e 1987 pelo Pinheiros, equipe que daria origem ao Paraná Clube.
O ex-jogador e também comentarista esportivo Barcímio Sicupira, técnico do Atlético em 1978, conta que foi ele quem trouxe Dionísio para o Paraná. "Ele tinha acabado de sair do Inter. Sempre foi um jogador muito voluntarioso e que se destacava pela forte marcação", contou o ídolo rubro-negro. Sicupira havia visitado o amigo no domingo pela manhã e garante que o ex-lateral vai fazer muita falta. "Ele entendia muito de futebol. Era uma pessoa extremamente bem humorada e querida por todos. Era assim também no rádio e na televisão. Tínhamos uma amizade muito próxima e íntima. Era um grande ser humano", declarou.
Dionga chegou a trabalhar como técnico de categorias de base e em 1992 iniciou a carreira como cronista esportivo. Trabalhou nas rádios Eldorado, Clube, Atalaia e nos últimos 15 anos estava na Banda B, todas de Curitiba. Na televisão, passou por RPC, Bandeirantes e Educativa.
Atlético, Coritiba e Paraná emitiram notas agradecendo o ex-jogador e lamentando a sua morte. Dionísio Filho deixa esposa e três filhos.

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