São Paulo - O ex-deputado estadual e dirigente esportivo Nabi Abi Chedid, morreu ontem, às 12h50, no Hospital do Coração, em São Paulo, vítima de um câncer no pulmão, descoberto há cerca de um ano. O seu corpo vai ser velado até as 7 horas de hoje na Assembléia Legislativa, onde foi deputado por 10 mandatos - 1962 até 2002. Depois, segue para Bragança Paulista, distante 80 km de São Paulo, sendo velado na Câmara Municipal. O enterro está marcado para as 15 horas, no Cemitério da Saudade.
Vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, vice-presidente da Conmebol e patrono do Bragantino, Nabi tinha 74 anos e dividiu sua vida entre a política e o esporte.
Ele era patrono do Clube Atlético Bragantino. Fez de tudo um pouco por seu time de coração, atuando de diretor de futebol e até como presidente. Ao mesmo tempo, ingressou na política como vereador de Bragança Paulista, sendo aclamado em seguida presidente da Câmara Municipal. Em 1962, pela primeira vez, se elegeu deputado estadual, exercendo dez legislaturas, até 2002.
Ocupando vários cargos, Nabi e sua família administraram o futebol do clube até 1973. A clã Chedid reassumiu o controle do clube em 1987, então sob o comando do irmão, Jesus Chedid, eleito três vezes prefeito de Bragança Paulista. Até 1991, o time viveu seus melhores momentos, sendo campeão brasileiro da Série B, em 1989, campeão paulista de 1990 e vice-campeão brasileiro de 1991.
De 1979 a 1981, Nabi presidiu a Federação Paulista de Futebol, antes de chegar à CBF. Chefiou a delegação brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México, sendo responsável pelas indicações de vários treinadores da seleção, como Telê Santana, Carlos Alberto Silva, Vanderlei Luxemburgo e Carlos Alberto Parreira.

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