São Paulo - A ex-nadadora olímpica brasileira Maria Lenk morreu ontem, aos 92 anos, após ter tido um mal-estar súbito durante um treino de rotina na piscina do clube Flamengo, na Gávea. Lenk foi levada de ambulância para o hospital Copa D'Or, mas não resistiu. Segundo um boletim médico, no momento da entrada ela apresentava ''alteração do nível de consciência, insuficiência respiratória e quadro compatível com choque circulatório''.
Outros exames comprovaram a existência de um ''aneurisma com rompimento da aorta torácica e hemorragia para a cavidade''. A atleta passaria por uma cirurgia de emergência, mas, segundo o comunicado, durante a preparação ela sofreu uma parada cardíaca.
Pioneira da natação no Brasil, Lenk foi a primeira sul-americana a disputar uma Olimpíada, em Los Angeles-1932. Em sua extensa carreira, ela obteve dois recordes mundiais e acumulou 35 títulos.
Integrante do Hall da Fama da Federação Internacional de Desportes Aquáticos desde 1988, Lenk é considerada a precursora do nado borboleta no Brasil. Em 1936, nos Jogos Olímpicos de Berlim, tornou-se a primeira mulher no mundo a praticar esse estilo.
Nos últimos anos, sempre nadando, ela vinha ganhado prêmios na categoria master. Lenk também foi uma das co-fundadoras da Escola Nacional de Educação Física, na antiga Universidade do Brasil, no Rio, em 1939. Em 2003, ela lançou o livro ''Longevidade e Esporte'', que consumiu três anos de pesquisa e mostra os benefícios dos esportes.

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