Moringão terá piso da quadra trocado
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terça-feira, 09 de janeiro de 2018
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 

Danificado pela chuva, o piso da quadra do ginásio de esportes Moringão será trocado totalmente. A decisão da FEL (Fundação de Esportes de Londrina) de fazer uma substituição completa se deve ao estado que o local ficou após as fortes chuvas do dia 20 de dezembro, que alagaram a quadra do ginásio.
A obra vai custar R$ 450 mil e o prazo para a execução da substituição do madeiramento é de até 45 dias. Com esta interdição do Moringão, a equipe mais afetada será o vôlei feminino do Positivo Londrina, que não poderá fazer a sua primeira partida em casa pela Superliga B no ginásio. A estreia diante da torcida está marcada para 3 de fevereiro, contra o São José dos Pinhais, e a alternativa do clube deve ser por atuar no ginásio do Colégio Vicente Rijo.
De acordo com Fernando Madureira, presidente da FEL, fazer apenas uma reforma do piso do Moringão iria custar a metade do valor da troca total e ainda se corria o risco de não ter uma quadra perfeita. "A cada dia o piso está entortando mais e não tem como reparar. Como houve danos também na estrutura que sustenta a quadra, o nosso custo será maior", afirmou. O valor inicial estipulado pela FEL era de R$ 350 mil.
Para agilizar o início da obra, a FEL solicitou que o processo licitatório seja emergencial, o que permite contratar uma empresa sem todos os trâmites de uma licitação tradicional. "Já temos cinco orçamentos em mãos e vamos apresentar para a Procuradoria Jurídica do município para que se possa autorizar a contratação pelo menor valor", explicou Madureira.
A troca da quadra vai impedir ainda que as equipes de vôlei, basquete e handebol treinem no Moringão e a fundação quer disponibilizar outros ginásios da cidade, como os dos jardins Bandeirantes e Campos Elísios, para atender à demanda. Eventos culturais e religiosos também terão que ser cancelados.
A FEL garantiu que, junto com a troca do piso, será realizada uma melhoria no estacionamento do ginásio, além do aumento dos dutos que fazem o escoamento da água para evitar novas inundações no ginásio.
Vicente Rijo
A alternativa encontrada pela FEL e pelo Positivo Londrina para que a equipe não tenha que jogar fora de casa é adequar o ginásio do Colégio Vicente Rijo para receber a partida do dia 3. O local atende a algumas exigências da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), como a capacidade mínima de público de mil pessoas. O ginásio comporta 1,2 mil torcedores. Porém, melhorias na parte hidráulica, elétrica e uma pintura terão que ser feitas. "Já agendamos um encontro com as secretarias municipal e estadual de Educação para encaminharmos esta reforma. Mas isso não será empecilho para jogar lá", garantiu Fernando Madureira.
A principal preocupação é quanto ao piso de cimento do ginásio. A CBV exige a colocação de um tapete emborrachado, que ameniza o impacto para os atletas. Este equipamento custa em torno de R$ 200 mil e não há recursos por parte da equipe. "Aguardamos um apoio do município porque não temos condições de adquirir sozinhos. A compra deste equipamento resolveria muitas questões para o esporte da cidade, porque não tem como uma cidade como Londrina ter apenas um ginásio para abrigar todas as modalidades", apontou a coordenadora do Positivo Londrina, Elisângela Almeida.


