A reforma da quadra do Moringão – uma das garantias da Fundação de Esportes de Londrina para atrair o patrocinador (DalPonte) do time de futsal que representará a cidade na liga nacional – está se transformando em outra novela da administração municipal.
O último prazo dado pelo presidente da Fundação, Marcelo Paulino de Oliveira, para o início das obras não será cumprido. Segundo o dirigente, as obras começariam ‘‘no mais tardar’’ no dia 5 de fevereiro. Mas, o que se via ontem no Moringão era apenas o desmonte de um tablado sobre a quadra, usado em um evento no final de semana. Nenhuma movimentação de máquinas, técnicos ou operários indicavam o início das obras.
A Folha tentou ontem uma explicação para a demora, que causa apreensão tanto ao time de futsal (que precisa da reforma para poder atuar na quadra, hoje com dimensões reduzidas) quanto ao basquete (as reformas poderiam impedir a realização dos jogos do Campeonato Brasileiro). O presidente da Fundação está gozando férias e os diretores não souberam informar quando as obras começam. Um deles atribuiu a demora aos ‘‘problemas burocráticos’’ da Secretaria Estadual de Obras, responsável pela obra, orçada em R$ 130 mil. Além da ampliação da quadra, o projeto prevê melhorias no placar eletrônico e na cobertura do ginásio.
O diretor técnico da Fundação, Oscar Filla, assegurou à Folha que os jogos do Brasileiro de basquete (o primeiro será no primeiro final de semana após o Carnaval) vão acontecer no Moringão, mesmo com o início das obras. A solução seria a colocação de tapumes para isolar o canteiro da platéia.

mockup