O clima estava quente, ontem, no Ginásio Moringão, no Centro de Londrina. Não era para menos: foram mais de mil atletas disputando cerca de 1,5 mil lutas. A 10 edição do Brasil Open de Taekwondo deu chance para que atletas de 18 estados e cinco países se exibissem na maior vitrine da modalidade na América do Sul. Oportunidade, também, para que lutadores de alto padrão que não tiveram a chance de disputar o Campeonato Brasileiro por não terem vencido em seus Estados consigam apoio de clubes e possam participar de torneios com elevado nível técnico.
A competição é organizada por um dos treinadores da seleção olímpica de taekwondo, Fernando Madureira, que viu, no Brasil Open, a chance de ''corrigir uma distorção'' criada pelo regulamento da Confederação Brasileira (CBTKD). ''No Campeonato Brasileiro só podem participar os campeões dos Estados. Então os vices ou terceiros lugares, que eventualmente perderam por não estarem em um bom momento, não têm chance de lutar em uma grande competição. O Brasil Open nasceu para completar esta lacuna, oferecendo a oportunidade de um grande torneio, de elevado padrão técnico'', explicou o organizador.
Vantagem para lutadores, como os londrinenses Rodrigo Ferla, Gilvan Santos e Licínio Soares, que mantêm, com o torneio, a esperança da conquista de um patrocínio ou da contratação por um grande clube. A presença de associações famosas, como o XV de Piracicaba ou Campinas, por exemplo, também é marcante. ''Viemos com 20 atletas de Marília, com a expectativa de enfrentar alguns lutadores da seleção olímpica. É uma grande chance de aprimoramento marcial'', explica o técnico da Bang-Ponte Preta, Marcelo Tadeu. ''Nossa expectativa é justamente esta, a de cruzar com lutadores de alto padrão, para ter uma chance de medir nossas qualidades também'', completou Frederico Mitooka, atleta da seleção olímpica e treinador do XV de Piracicaba.
Lutas com atletas de primeira linha, por sinal, só não são mais frequentes devido à proximidade dos Jogos Abertos do Interior, que acontecem em São Paulo a partir da semana que vem. ''As cidades contrataram lutadores de todo o País para representá-las no jogos, e eles preferem se poupar um pouco. Mas a importância do Brasil Open é grandiosa, ainda assim. É só você observar a quantidade de atletas'', explicou a campeã mundial Natália Falavigna, que vai representar Campinas nos Jogos Abertos e esteve ontem no Moringão para acompanhar algumas lutas.
Até o fechamento desta edição, as lutas, em caráter eliminatório, ainda não haviam terminado. No início da tarde de ontem, metade dos atletas já haviam sido eliminados. Os campeões de cada categoria seriam definidos ainda na noite de ontem.

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