Rio, 14 (AE) - A ousadia e a perícia na condução do carro são as principais características do piloto canadense Greg Moore, de 24 anos, vencedor do Grande Prêmio do Rio no ano passado. Neste GP, ele conseguiu a vitória nas últimas cinco voltas, quando fez uma ultrapassagem arriscada sobre Alex Zanardi, atual bi-campeão da Fórmula Indy. Sobre as suas chances de repetir o resultado de 98, o piloto canadense é cauteloso. "Nunca pode-se ter a expectativa de ganhar uma corrida, mas estamos trabalhando duro para atingir este objetivo."
Segundo Moore, a sua equipe não fez nada de especial no acerto do carro para a prova de amanhã, pois o resultado do ano passado mostrou que a sua preparação estava correta. "Nós só precisamos repetir tudo que fizemos na semana anterior a do GP do último ano."
O canadense garantiu que o fato de ter ganho última corrida no Rio não faz com que ele se sinta pressionado a vencer de novo. Ele afirmou que pelo menos dez pilotos tem chances reais de ganhar a corrida de sábado.
De acordo com ele, o Circuito Emerson Fittipaldi é uma boa oportunidade para chegar a sua segunda vitória na temporada de 1999, a primeira foi na abertura do campeonato, no Grande Prêmio de Miami.
"Nesta pista, as disputas por posições são acirradas, do jeito que eu gosto." Para Moore, isto acontece porque após a reta, que é muito longa, os pilotos tem que reduzir até três marchas, o que beneficia ultrapassagens neste ponto. Apesar dos melhores resultados de sua equipe, Players Forsythe Racing Team, terem sido em ovais, o canadense nega que o seu carro tenha bom desempenho apenas neste tipo de circuito. "O meu carro anda bem em qualquer pista." Com este carro, o canadense considera-se um dos candidatos ao título da temporada. No momento, está no terceiro lugar na classificação, com 40 pontos.
Moore revelou que adquiriu o seu estilo de guiar, andando de kart, quando era criança. "No Kart, aprende-se a disputar posições com outros pilotos, mas só nas categorias superiores é que vem a experiência e fica-se sabendo como traçar estratégias de corrida." Segundo o canadense, dependendo das condições do grande prêmio, ele decide se vai ser mais paciente ou mais agressivo.
O piloto não demonstrou ter nenhuma ansiedade em relação à corrida porque, segundo ele, está sempre preparado para correr. "Nem esta chuva que impediu o primeiro dia de treinos (quinta-feira), tira a minha traquilidade, apenas atrasa a programação." Ele aproveitou o tempo livre para discutir detalhes sobre o carro com os mecânicos da sua equipe.
Sobre o clima que cerca o GP do Rio, Moore disse não ver tanta diferença em relação, ao que acontece na Austrália ou no Japão. "Esta atmosfera de festa é comum nas outra provas, que corremos
sempre há muitas mulheres bonitas e fãs." O canadense não conheceu muito o Rio, porque as suas passagens pela cidade são rápidas e ele trabalha muito, o que deixa pouco tempo para aproveitar o local.
Para Moore, a grande diferença das corridas no Brasil são os fãs, que segundo ele, são aficcionados por velocidade e tem muita informação sobre os carros e os pilotos. "Fico impressionado como os brasileiros entendem de corridas." Ele acredita que o bom desempenho dos pilotos brasileiros nas diversas categorias, seja a razão para este interesse.

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