Monza - Mesmo entre os que acompanham regularmente as transmissões das corridas de Fórmula 1 há quem não saiba que a prova com média horária mais elevada da história foi disputada há 31 anos. O inglês Peter Gethin, da BRM, completou surpreendentemente em primeiro lugar as 55 voltas do GP da Itália de 1971 à média de 242,59 km/h. É grande a expectativa quando à quebra, no fim de semana, desse recorde que remonta há três décadas, época em que não havia chicane alguma em Monza. Os primeiros treinos livres da 15 etapa do Mundial, hoje, darão uma idéia mais precisa sobre essa possibilidade.
Ano passado Juan Pablo Montoya, da Williams, venceu a corrida à média de 239,103 km/h, mas a pole position, obtida por ele, 1min22s216, teve média de 253,216 km/h. Com a evolução natural todos os anos da velocidade média dos carros, parece possível que desta vez o recorde de Gethin seja superado. O recorde de volta mais rápida, contudo, está mais difícil de ser batido. Ele é antigo também. Keke Rosberg, com Williams-Honda, estabeleceu a pole do GP da Inglaterra, no antigo traçado de Silverstone, 1min05s591, à média 259,005 km/h.
Ninguém foi mais veloz até agora. Entre a pole de Montoya ano passado e a de Rosberg em 1985, há uma diferença de 5,789 km/h. Como Ferrari, Williams-BMW e McLaren-Mercedes desenvolveram supermotores para hoje, na sessão de classificação, de repente também essa marca caia.
Há um fator que pode contribuir para a Fórmula 1 permanecer com os números de velocidade que tem há tempos: as novas áreas de escape das chicanes, muito criticada pelos pilotos. Até ano passado, quando o piloto errava a freada e seguia em frente, essa área era plana. Se ele fosse beneficiado com o erro, cumpriria um stop and go. Agora a área de escape foi ondulada.
''Quem passar por lá vai acabar no guard-rail'' , prevê Juan Pablo Montoya. Já David Coulthard, McLaren, foi mais incisivo: ''Sabia da pena de perda de tempo, mas não da destruição do carro.''
Assim como Michael Schumacher, seu companheiro de Ferrari, Rubens Barrichello afirmou ontem que depois dos testes da semana passada ficou claro que a Williams pode vir a ser adversária da sua equipe no GP da Itália. ''Eles têm um bom motor e a Michelin parece ter desenvolvido pneus muito bons para este circuito.'' Felipe Massa, da Sauber, comentou que depois do teste da semana passada, em Monza mesmo, a Bridgestone, fornecedora de pneus da Ferrari e da Sauber, trabalhou num novo pneu para a corrida.
O outro brasileiro na Fórmula 1, o paranaense Enrique Bernoldi, não vai correr, assim como já o fizera na França, Hungria e Bélgica.

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