São Paulo - Hoje, a partir das 9 horas (de Brasília) será disputado no autódromo de Monza, na Itália, a 14 e antepenúltima etapa do Mundial de Fórmula 1, o mais equilibrado dos últimos anos. Sete pilotos têm chances matemáticas de conquistar o título, mas a disputa deverá ficar entre três: o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, e o finlandês Kimi Rõikkönen, da McLaren. A Rede Globo mostra a corrida ao vivo.
Líder do Mundial, com 72 pontos, Schumacher tentará a sua quarta vitória em Monza (as outras foram em 1996, 1998 e 2000) para voltar a abrir vantagem sobre os adversários. O alemão marcou apenas oito pontos nas últimas três corridas e viu os seus adversários diretos se aproximarem. Mesmo assim, o pentacampeão mundial acredita em vitória, na casa da Ferrari. Schumacher disse que os testes da última semana em Monza deram confiança à equipe:
''Depois de quase quatro dias de testes, estou confiante para a corrida deste fim de semana. As sessões foram muito boas e eu posso lutar pela vitória em Monza. O circuito é muito familiar com o de Montreal, no Canadá, onde vencemos e a F2003-GA mostrou ser muito veloz'', disse Schumacher.
Schumacher convocou a torcida italiana para lotar o circuito de Monza e ajudar a equipe italiana a conseguir derrotar Williams e McLaren:
''O nível de competitividade de nossos adversários estará muito próximo, por isso não posso prometer nada. Mas garanto que vamos dar o máximo para que nossos fãs possam comemorar conosco um bom resultado'', continuou Michael.
Já Montoya, vice-líder na classificação geral, com 71 pontos, quer voltar a vencer no palco onde conquistou a sua primeira vitória na F-1, em 2001. Nos treinos para o GP de 2002, o colombiano estabeleceu a volta mais rápida da história da categoria, com uma média de 259,7 km/h.
''Monza é uma boa pista para mim. Conquistei minha primeira vitória aqui e ainda marquei duas poles. Além do mais, parecemos estar bastante fortes nos testes que realizamos nesta semana, o que me deixa confiante para a corrida. A atmosfera aqui é incrível, pois o povo italiano é muito amistoso e passional quando o assunto é F-1. É óbvio que a maioria torce para a Ferrari, mas isso me dá mais motivação ainda para ganhar na casa deles'', afirmou o colombiano.
Kimi Raikköonen, terceiro no Mundial deste ano, com 70 pontos, jamais completou uma corrida em Monza. A preocupação do finlandês é a primeira curva do circuito, onde costumam haver acidentes nas largadas:
''Sempre há algum incidente na largada e é isso que eu quero evitar'', disse Raikköonen.
Rubens Barrichello, da Ferrari, está 23 pontos atrás do líder Schumacher e ainda tem chances matemáticas de chegar ao título. Porém, o brasileiro admite ajudar o companheiro de equipe na disputa contra Montoya e Raikköonen:
''Ajudar a minha equipe é ajudar Michael, também'', disse Barrichello, vencedor em Monza no ano passado.
Já o brasileiro Cristiano Da Matta, da Toyota, disse que o seu objetivo hoje é pontuar. Nos testes da última semana, Da Matta pilotou pela primeira vez um carro de F-1 no circuito de Monza. O mineiro afirmou que os testes foram bastante produtivos e que a equipe está bem preparada para esta corrida.
''Monza é uma pista muito veloz e não acho que seja um grande desafio técnico, como outros circuitos do calendário. Com apenas três corridas faltando, nosso objetivo é ficar na metade de cima do grid e marcar mais pontos'', disse o brasileiro, 12º colocado no campeonato, com oito pontos.

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