Nas pistas, Juan Pablo Montoya não está confirmando as expectativas que gerou depois de liderar, brilhantemente, o GP do Brasil, o terceiro desde a sua estréia na Fórmula 1, este ano. Fora do cockpit dos carros, contudo, suas declarações têm sido bem contundentes, como a publicada pela última edição da influente revista italiana Autosprint: ‘‘Se fosse eu no lugar de Ralf Schumacher, não tiraria jamais o pé do acelerador logo na largada, em Nurburgring.’’ Na ocasião citada, Michael Schumacher fechou o próprio irmão.
Depois de dez etapas disputadas, o colombiano da equipe Williams somou apenas 12 pontos, decorrentes de duas segundas colocações, nos GPs da Espanha e da Europa. Muito pouco para quem chegou à Fórmula 1 com fama de poder enfrentar e vencer Michael Schumacher. Seu companheiro de equipe (Ralf), por exemplo, já venceu duas vezes este ano, em San Marino e no Canadá, está em terceiro no Mundial, com 31 pontos.
Se o pé direito, o do acelerador, Montoya ainda não domina como requer a Fórmula 1, não se pode dizer o mesmo do ímpeto para falar. ‘‘As manobras intimidatórias de Michael Schumacher, como a que fez com Ralf em Nurburgring, não me assustam em nada’’, afirmou para a imprensa italiana.
Montoya apenas esquece-se de considerar que para lutar pelo primeiro lugar com Michael Schumacher é preciso ser veloz o suficiente para estar próximo do piloto da Ferrari. O que, a não ser na prova de Interlagos, o colombiano ainda não conseguiu, ao contrário de Ralf que, com o mesmo carro Williams, até mesmo já venceu o irmão.

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