Montoya pressiona Frank Williams
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terça-feira, 29 de julho de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Juan Pablo Montoya não quer saber mais de receber US$ 6 milhões por temporada enquanto seu companheiro de Williams, Ralf Schumacher, leva US$ 14 milhões. E como muitos de seus colegas está usando a mídia internacional para pressionar Frank Williams, dono da sua escuderia, a rever seu contrato previsto para encerrar-se no fim de 2004. Ele não desmentiu as especulações que o apontam como substituto de David Coulthard, na McLaren. Domingo será disputado o GP da Alemanha, em Hockenheim.
Para o colombiano transferir-se para a McLaren a fim de correr já em 2004 será preciso que Ron Dennis, sócio e diretor do time inglês, pague a rescisão do seu contrato com a Williams. Os valores não são conhecidos, mas com toda certeza trata-se de elevada soma. Por isso, Montoya vai continuar onde está e onde deseja permanecer: na Williams.
Tudo não passa de uma forma de sensibilizar Frank Williams a lhe pagar mais em 2004. Se o dirigente quiser, pagará apenas aquilo que está escrito no documento, US$ 6 milhões. O histórico desses acontecimentos sugere que Montoya irá capitalizar com o crescimento da Williams e o burburinho na Fórmula 1 em torno do seu nome. Em outras palavras, receberá o pretendido aumento.
Salvo uma grande surpresa, pouco provável mas não impossível, os quatro primeiros colocados no Mundial de Construtores, Ferrari, Williams, McLaren e Renault, não mexerão na sua formação de pilotos para 2004. Até Jarno Trulli, da Renault, que se dizia poderia ser substituído deverá continuar por lá. ''Jacques Villeneuve? Não o quero nem de graça'', respondeu Flavio Briatore, diretor da Renault, a respeito dos rumores da mudança do campeão do mundo de 1997 da BAR.
A prova de Hockenheim, domingo, terá como novidade a presença de Justin Wilson no lugar de Antonio Pizzonia, na Jaguar, e a estréia de Nicolas Kiesa, na Minardi.


