Montoya é o mais procurado em Ímola
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quinta-feira, 12 de abril de 2001
Agência Estado De Ímola, Itália 
O GP é na Itália, mas o centro das atenções ontem, no autódromo Enzo e Dino Ferrari, foi um colombiano, que nem mesmo trabalha para a Ferrari: Juan Pablo Montoya, da Williams, piloto sensação na prova de Interlagos. Quais minhas chances de vencer aqui? Acho que antes de pensar em ganhar na Fórmula 1 eu preciso fazer ao menos um pit stop, afirmou o colombiano. Os treinos livres do GP de San Marino, o quarto da temporada, começam hoje, em Ímola.
Apesar da presença de Michael Schumacher, da Ferrari, na entrevista coletiva, a maior parte das perguntas foi endereçada a Montoya.
Até agora, nos três GPs que disputou, Montoya não realizou sequer um pit stop. Na Austrália quebrou o motor BMW da sua Williams, na Malásia rodou ainda na terceira volta, na hora da chuva forte, e no Brasil foi colocado para fora da competição por Jos Verstappen, da Arrows.
O traçado da pista italiana será o primeiro já conhecido pelo piloto da Williams. Em 1998, Montoya competiu de Fórmula 3000 em Ímola. Ajuda, claro, mas acho que apenas em Barcelona e Silverstone, onde temos treinado regularmente, me sentirei à vontade desde o princípio.
Quanto à possibilidade de igualar amanhã a marca de Ayrton Senna, de oito poles consecutivas, Schumacher repetiu velhas declarações: As estatísticas que contam mesmo são as que mostram o número de vitórias e de títulos. Aparentemente todo o desgate com o ocorrido no GP do Brasil parecem superados por Rubens Barrichello. Passei uma semana isolado no meu sítio, disse. Já na segunda-feira toda a raiva havia passado, comentou. O piloto da Ferrari explicou não ter tido contato algum com qualquer publicação.
Com um ponto apenas na classificação, diante de 26 de Schumacher e 20 de David Coulthard, da McLaren, o finlandês Mika Hakkinen, da McLaren, acredita que ainda dá para lutar pelo título da temporada. Ontem ele apresentou seu mais novo reforço: Erja Hakkinen, sua esposa. Estive presente em todas as suas 18 vitórias na Fórmula 1 e não mais deixarei de assistir a um único GP, afirmou Erja. Nunca mais desejo sentir o desespero que me deu ao vê-lo pela televisão agitando os braços, porque não conseguiu largar em Interlagos.
Desde que o casal teve o primeiro filho, em novembro, Erja não foi mais aos autódromos. O diretor e sócio da McLaren, Ron Dennis, isentou Hakkinen de qualquer responsabilidade pela falta de resultados. Ele não está desestimulado, afirmou Ron, em resposta ao que a imprensa européia vem publicando.


