São Paulo - Depois de 20 anos, a Williams voltou a vencer o GP de Mônaco, mais charmosa corrida do Mundial de Fórmula 1. Ontem, a equipe inglesa chegou à vitória com o colombiano Juan Pablo Montoya, que obteve o segundo triunfo na carreira, em 41 provas disputadas na categoria.
A última vitória da equipe de Frank Williams nas ruas do principado havia acontecido com o finlandês Keke Rosberg, em 1983. Além disso, a escuderia somava apenas mais triunfo em Mônaco com o argentino Carlos Reutemann, em 1980.
O piloto sul-americano não cruzava em primeiro desde o GP da Itália de 2001, 15 etapa do campeonato desse ano. Na ocasião, Montoya, que estreou na categoria máxima do automobilismo em 2001, venceu em Monza superando o brasileiro Rubens Barrichello.
A Williams também voltou a vencer na F-1 após 21 corridas. A equipe britânica não colocava um de seus pilotos no alto do pódio desde o GP da Malásia de 2002 segunda etapa do campeonato , quando Ralf Schumacher e Montoya conseguiram uma dobradinha em Sepang.
O finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, cruzou em segundo, pela quarta vez em sete provas na temporada, e segue na liderança do Mundial, com 48 pontos, agora com quatro de vantagem para o alemão Michael Schumacher, que terminou em terceiro.
Os brasileiros não foram bem na prova. O melhor foi Rubens Barrichello, da Ferrari, que terminou em oitavo e somou um ponto na classificação do Mundial. O mineiro Cristiano da Matta (Toyota) foi o nono, enquanto o amazonense Antonio Pizzonia (Jaguar) não completou.
Com o resultado, Barrichello foi superado na classificação do campeonato pelo espanhol Fernando Alonso (Renault), que terminou a prova em quinto e assumiu o terceiro posto, com 29 pontos, dois a mais que o piloto brasileiro.

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