Santos - Walter Montillo mostrou que a sua habilidade não se restringe ao campo de jogo, com a bola nos pés. Ao ser apresentado como oitavo reforço do Santos para o primeiro semestre de 2013, ontem, na sala de entrevistas da Vila Belmiro, o meia foi direto e seguro nas respostas e não se embaraçou nem diante das perguntas mais difíceis. Consciente de sua importância por ser a mais cara contratação da história do clube - R$ 16,4 milhões e mais os direitos do volante Henrique -, ele disse que não é melhor e nem pior do que o seu antecessor, Paulo Henrique Ganso.
"Comparações são ruins, mas ninguém pode fugir disso. Eu acho que Ganso foi o melhor camisa 10 do Santos nos últimos anos. Ninguém discute a sua qualidade, mas chego para fazer o meu trabalho. Somos diferentes. Ganso é mais pensante, de toque; eu sou mais direto. Mas nem por isso ele é melhor ou eu sou pior", disse. "Ganso já foi embora, fez coisas importantes e agora é a minha vez de mostrar por que cheguei aqui". Ele lembrou que no Cruzeiro foi comparado a Alex (ex-Palmeiras e atualmente no Coritiba). "Mas um jogador é diferente do outro".
Neymar teve grande importância na chegada de Montillo à Vila Belmiro. No jogo entre Brasil e Argentina, em Belém, pelo Superclássico das Américas, em 2011, começou a amizade. "Falamos de coisas pessoais e sobre as nossas famílias. Depois, passamos a trocar mensagens e Neymar sempre me falava para vir jogar aqui. Eu respondia que seria uma negociação difícil. Mas graças aos esforços da direção do Santos, as coisas deram certo".
Para retribuir o decisivo esforço de Neymar na sua contratação pelo Santos, Montillo promete se empenhar sempre para dividir a responsabilidade com o maior talento do futebol brasileiro na atualidade para que ele continue evoluindo. "O futebol está muito parelho e se você deixa um cara jogar sozinho contra 11, fica difícil. Neymar mostrou em diversos jogos que é diferenciado e que só ele e Messi podem ganhar jogos sozinhos, mas precisa se sentir à vontade para quando estiver a bola ter várias opções".
Apesar do alto preço que custou ao Santos e do seu prestígio por ser um dos mais refinados armadores de jogo e bom finalizador que o futebol argentino produziu ultimamente, Montillo se propõe a ser uma espécie de operário no seu novo time. Embora a sua posição seja meia, se dispõe a jogar onde o técnico Muricy Ramalho mandar. Como também não se sente especial. "A nossa estrela continua sendo Neymar. Quanto a mim, quero ser parte importante e crucial na ajuda ao time a ganhar jogos e títulos".

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