Montes Claros é espelho para Londrina
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Thiago Mossini<BR> Reportagem Local 
O ano era 2009. Uma das grandes cidades do interior de Minas Gerais se mobilizava para criar um forte time de vôlei masculino e colocá-lo na Superliga. A iniciativa deixou o papel e invadiu as quadras. O time foi campeão mineiro e, surpreendentemente, chegou às finais da Superliga, parando no tetracampeão Cimed/Florianópolis. Um ano depois, surge novamente um projeto audacioso de uma cidade grande do interior, só que dessa vez no Paraná, e ele resolve encarar. É baseado nos feitos do Montes Claros, que o técnico Chiquita resolveu assumir o desafio de debutar Londrina na Superliga.
As semelhanças são muitas entre o fenômeno de 2009 para o de agora. O projeto era novo, tinha o envolvimento da cidade, apoio incondicional da Prefeitura, o elenco contava com jogadores rodados pelo vôlei europeu, mas desconhecidos. A química com a torcida deu certo e ela empurrou a equipe para o sucesso. Chiquita, que era auxiliar de Talmo de Oliveira em Minas, quer ser o protagonista da, quem sabe, nova sensação do principal campeonato de vôlei das Américas.
''É um projeto voltado para a formação de uma equipe a longo prazo e é fundamental para isso criar uma identidade. Em Montes Claros, foi muito importante o apoio da cidade. Aqui, o projeto é parecido. O time era desconhecido, foi chegando, a população foi encampando a ideia. Aqui não pode ser diferente. Tem que ser todo mundo envolvido'', comentou o treinador.
O objetivo nesta primeira temporada é a classificação aos playoffs. ''Queremos ficar entre os oito, mas nesse torneio pelo menos dez dos 15 times são de altíssimo nível. Nós temos jogadores talentosos, experientes e temos condições de fazer isso. Mas é um grupo de fatores que vai nos levar lá. É trabalho, estrutura e público apoiando'', reforçou.
Após o vice-campeonato na Superliga, Chiquita foi trabalhar no Japão. Ele se apresentou esta semana ao Londrina/Sercomtel e sabe que terá que correr contra o tempo para preparar o time para o torneio. A estreia está marcada para daqui a um mês. O treinador ainda não conseguiu reunir todo o elenco, que terá 12 adultos e seis juvenis.
Esta semana, ele vem treinando com apenas oito jogadores. Até a próxima segunda-feira, entretanto, o elenco deverá estar completo, inclusive com a presença do líbero Alan. O jogador de 30 anos acaba de se sagrar campeão mundial com a seleção brasileira e será o grande líder do treinador em quadra. Chiquita tem motivos de sobra para confiar no campeão do mundo. ''Ele terá um peso importante na equipe. Além de ser campeão mundial, tem um currículo com passagens importantes em grandes times daqui e de fora. Sou suspeito a falar dele, afinal ele começou a jogar vôlei justamente comigo'', disse o treinador, Carlos Augusto de Almeida, que ganhou o apelido de Chiquita quando jogava no Fluminense, no início da carreira.
Ele acredita que a equipe estará no seu ápice no meio do torneio. ''Estamos bastante atrás dos outros. Tem equipe que já está jogando há dois meses. Vamos iniciar o torneio e ao longo dele adquirindo nosso melhor ritmo'', minimizou.


