Apesar de se mostrar desiludido e decepcionado com o esporte e com a falta de apoio da cidade, o presidente do Londrina Basquete Clube (LBC), Walter Montagna, ainda mantém as esperanças de que a equipe conseguirá seu nono título paranaense consecutivo e a vaga do Estado no Campeonato Nacional. ''Enquanto tiver esperança eu acredito que podemos trazer o título para Londrina'', disse.
Como há muito tempo os londrinenses não encontravam adversários à altura no Estadual, a maior parte dos recursos financeiros anuais era aplicada no início do ano, visando o Brasileiro. Mas em 2004 a história mudou. Foz do Iguaçu, sede dos Jogos Abertos do Paraná (JAP's), se reforçou e Curitiba criou uma equipe forte, a PetroCrystal. No primeiro circuito realizado em Maringá os dois times ficaram à frente de Londrina, que conta apenas com pratas-da-casa e alguns juvenis. Nove dos 12 jogadores que disputaram o Nacional deixaram o clube.
''Está difícil. Estamos lutando muito para viabilizar alguns reforços, mas como as equipes estão montadas para seus respectivos estaduais, não temos muitas opções. Senão reforçarmos o time, será muito difícil (conquistar o título)'', reconheceu Montagna. ''Mas é ano político e não posso assumir nenhum compromisso sem saber quem será o prefeito. Não posso deixar o cargo com dívidas para o meu sucessor'', completou.
Para as contratações, o dirigente espera fechar uma parceria com uma empresa da cidade. O acerto depende do aval da TIM, principal patrocinadora privada da equipe.
Independente do desempenho no restante do Estadual, Montagna garante que deixa o LBC em dezembro, depois de dois anos de trabalho. O desgaste com a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) foi um dos principais fatores que motivaram a decisão do presidente e sócio-fundador do clube. A prestação de contas mensal e a polêmica sobre o aditivo de R$ 80 mil pedido por ele e negado pela FEL são as principais reclamações dele. ''Todas as prestações ao longo desse tempo tinham alguma coisa nova. Sempre tivemos que refazê-las várias vezes. Há um desgaste pessoal. No mínimo algumas pessoas teriam que estar mais envolvidas, mas não dão atenção''. (T.M.)

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