Montadoras pensam em torneio paralelo
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terça-feira, 26 de outubro de 2004
Livio Oricchio<br>Agência Estado 
São Paulo - Não é do interesse das montadoras que investem na Fórmula 1, mas ontem as quatro que formaram a Grand Prix World Championship (GPWC), Fiat, Renault, BMW e Mercedes a Ford deixou a competição e a GPWC , anunciaram a contratação de uma empresa para os primeiros estudos de viabilização do campeonato, paralelo ao da Fórmula 1, que podem vir a promover a partir de 2008.
''Nós temos sido mais que pacientes com a atual administração da F-1. As recentes negociações, no entanto, demonstraram a necessidade da criação de uma estrutura que garante o futuro desse esporte'', afirmou o alemão Jorgen Hubbert, presidente da GPWC. O discurso é conhecido. Luca di Montezemolo, presidente da Fiat e da Ferrari, afirma regulamente: ''O que há de mais errado na Fórmula 1 é nós dividirmos, entre todas as equipes, 47% do arrecadado e o senhor Bernie Ecclestone e seus sócios, os bancos, ficarem com 53%.''
A questão básica é essa: dinheiro. Ecclestone criou a holding Slec para explorar os direitos da Fórmula 1, adquiridos à FIA, há 5 anos, por US$ 360 milhões, por cem anos. Ecclestone tem 25% da Slec e três bancos os outros 75%. A GPWC foi criada para mostrar a Ecclestone que se ele não aceitar renegociar as cotas das equipes, no total arrecadado de US$ 700 milhões (valor estimado) por ano, criarão seu próprio Mundial a partir de 2008, temporada seguinte à de encerramento do Acordo da Concórdia, conjunto de regras que rege as relações dos times com a Slec e a FIA.
A iniciativa de contratar a International Sports and Entertainment AG é uma forma de dizer a Ecclestone: ''Olha, não pense que estamos blefando.'' O presidente da FIA, Max Mosley, afirma categoricamente: ''O campeonato da GPWC não vai sair porque não é do interesse de ninguém. Com certeza se chegará a um acordo.'' Um Mundial promovido pela GPWC não poderia usar o nome Fórmula 1, de propriedade da Slec. Seria GPWC, o nome da empresa das montadoras.
Williams Apesar do otimismo do piloto Antônio Pizzonia quanto a ser titular da Williams em 2005, como companheiro de Mark Webber, o experiente alemão Nick Heidfeld, 27 anos, deve treinar com o carro da Williams tão logo os testes sejam retomados, dia 24, em Barcelona, na Espanha.
A BMW é fornecedora de motores e patrocinadora da Williams. Mas se Frank Williams optar por Heidfeld para a vaga de titular ou piloto de testes será porque confia no seu trabalho e não em razão de uma eventual pressão da BMW.


