Com o aumento do interesse do futebol de salão em Londrina, as empresas começaram a investir nos funcionários para montar suas próprias equipes. Uma forma rentável de dar visibilidade para suas marcas e também de promover a integração entre os empregados e a comunidade, que também era consumidora de seus produtos.
Assim nasceram duas equipes que rivalizaram por mais de dez anos as principais partidas de futebol de salão em Londrina: a Monções, patrocinada pelo Hotel Monções, e a Cacique, que tinha apoio e investimento da Cacique Café Solúvel.
''Ninguém era pago para jogar, mas as empresas ofereciam empregos, pagavam algumas viagens e davam brindes para os jogadores'', lembra Luís Carlos Magalhães e Silva, o ex-ala Mineiro, que jogou pelo Monções nas décadas de 60 e 70.
As partidas, ainda que com jogadores amadores, enchiam o antigo ginásio Colossinho. ''Muita gente ia assistir. Família, amigos de trabalho e toda a comunidade prestigiava os jogos, que eram muito movimentados'', diz Flávio Campos, jornalista que na época reportava pela Folha os detalhes sobre as partidas de futebol de salão na cidade.
Em meados de 1960 e em toda a década de 70, o futebol de salão era jogado com mais habilidade e menos força. ''Os jogadores eram muito habilidosos e o próprio sistema visava o espetáculo. Jogávamos em sistema de 3-1, com um zagueiro fixo e um pivô de costas para a defesa, com dois alas que atacavam pelos flancos, driblando nas laterais da quadra'', explica Mineiro.
E diante do futebol-espetáculo, sempre prestigiado pelos brasileiros que viviam o entusiasmo do futebol diante do tricampeonato mundial no auge da era Pelé nos campos , os clubes aos poucos começaram a se interessar pela modalidade. Equipes como Belém, Filadéfia e dos clubes Canadá e Grêmio começavam a montar grupos fortes mas nenhuma como Monções e Cacique fizeram do futebol de salão uma verdadeira batalha nas quadras. Iniciava-se, nesse período, a maior rivalidade entre duas equipes em Londrina. (C.Y.)

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