São Paulo - A camisa 10 do Santos está vaga. E já faz tempo. Na verdade, desde que Zé Roberto trocou a Vila Belmiro por Munique, em 2007, ninguém assumiu de verdade a 10. Com o gol da vitória sobre o Botafogo, no sábado, no Engenhão, o colombiano Molina ganhou pontos na disputa pela vaga de armador titular.
''Foi um momento importante não apenas para mim, mas para o time também'', disse o meia após os três pontos obtidos no Rio. Foi apenas o segundo triunfo fora de casa do Santos em todo o Campeonato Brasileiro.
Desde o segundo semestre do ano passado, não faltaram candidatos: Rodrigo Tabata, Pedrinho, Wesley, Vítor Júnior, Kléber, Petkovic, Luiz Henrique, Robinho, Michael e Paulo Henrique foram alguns dos escalados na função. Ninguém foi o titular dos sonhos da torcida.
Molina alternou bons e maus momentos. Fez quatro gols, por exemplo, em partida contra o San José, da Bolívia, pela Libertadores. Mas teve outras atuações abaixo da crítica e ficou no banco. E ressaltou depois da vitória. ''Foi uma comemoração para desabafar, sem dúvida. Eu não estava passando por bons momentos, mas acho que agora as coisas estão melhorando'', disse o colombiano.
Para enfrentar o Figueirense, na próxima rodada, o técnico Márcio Fernandes poderá contar com o retorno do artilheiro Kléber Pereira, que cumpriu suspensão automática na vitória sobre o Botafogo. O desfalque certo é Wendel, que levou o terceiro amarelo - o volante Adriano deve ser improvisado na posição.
Fabiano Eller e Domingos também devem ficar de fora. Os zagueiros serão julgados hoje no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por causa dos incidentes da partida contra o Grêmio, há duas semanas.

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