Santos - O colombiano Molina já se considera adaptado ao futebol brasileiro. Com o filho Alejandro no colo, ele demonstrava surpresa, em ''portunhol'', com os quatro gols marcados na goleada por 7 a 0 do Santos sobre o San José, nesta terça-feira, na Vila Belmiro.
''Foi uma noite muito especial para mim. Nunca pensei que conseguiria fazer quatro gols em uma partida, ainda mais com a camisa do Santos. Não sou um atacante como o Kléber Pereira e o Palermo, que estão sempre acostumados a marcar'', comentou Molina.
Segundo o colombiano, os quase dois meses no Brasil contribuíram para que ele aperfeiçoasse seu desempenho. ''No início, há uma adaptação porque ninguém te conhece, assim como eu não conhecia os outros. As coisas que o técnico te pede podem não sair perfeitas. Agora, estão melhorando muito'', comemorou o colombiano.
Desde a chegada de Molina ao Santos, no entanto, o técnico Emerson Leão tenta mudar a característica do meia em campo. Mas já quase desistiu de fazê-lo marcar. ''Todo mundo viu, logo no início, que ele sabia jogar. Insisti para que chegasse mais à frente, pois jogava muito na lateral e não voltava para marcar, por isso cansava muito nos primeiros jogos. Contra o San José, que estava mais simples, ele enxergou o jogo mais rápido. Mas sempre digo isso: atrás de um bom jogador, que pensa ofensivo, sempre terá alguém se sacrificando'', completou Leão.
Além de sobrecarregar Rodrigo Souto e Marcinho Guerreiro na marcação, embora o San José não oferecesse perigo à defesa santista, Molina contou com outro armador ao seu lado. ''Não foi só a presença do Rodrigo Tabata que ajudou. O Wesley se movimentou muito na frente e chamou a atenção para si. Assim, sobrou espaços para o Molina'', analisou Leão.
Titulares poupados
Depois da fácil vitória sobre o San José, por 7 a 0, o técnico Emerson Leão comentou sobre o próximo desafio do Santos, domingo, contra a Ponte Preta. E revelou que ainda não sabe qual time escalará na despedida do Campeonato Paulista.
O Santos já não tem mais chances de chegar às semifinais do Paulistão. Por isso, irá apenas cumprir tabela contra a Ponte Preta. E, depois, na semana que vem, o time santista tem jogo importante pela Libertadores, contra o Chivas, no México.
Essa combinação de fatores deve levar o Santos a escalar um time reserva contra a Ponte Preta. Segundo informação divulgada pelo próprio clube, existe a possibilidade até de a delegação embarcar no sábado para o México, deixando apenas jogadores que são pouco aproveitados por Leão para fazer o último jogo do Paulistão.

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