Mas afinal, o que é um apneísta? O que faz realmente dentro água? As diferentes disciplinas e seus desafios enriquecem significativamente o esporte:
Apnéia Estática: Vale o maior tempo submerso. No mar ou piscina, permite trabalhar uma qualidade importante na apnéia: o relaxamento. Esta modalidade lhe permite um melhor conhecimento no plano psicológico, uma aproximação e controle dos seus próprios limites.
Apnéia Dinâmica: Vale a maior distância horizontal percorrida. Também praticada no mar ou piscina, permite trabalhar as qualidades físicas indispensáveis a todos os apneístas. Durante a ‘apnéia dinâmica’, um grande trabalho técnico de hidrodinamismo, de deslocamento e de utilização das nadadeiras é efetuado, aprende-se a administrar esforços, conhecendo os limites do corpo.
Lastro Constante: é a disciplina de base, a mais interessante por limitar a profundidade e, ao mesmo tempo, por exigir todas as qualidades do apneista. É a mais complexa, a mais ‘dura’. O apneista deve descer e subir com seu próprio esforço, com um lastro permanente à cintura.
Lastro Variável: Descida com ajuda do aparelho e subida com o próprio esforço, geralmente com os braços, pois há menor consumo de oxigênio. É uma atividade que utiliza por vezes artifícios sofisticados, que não estão ao alcance de todos. É necessária a construção da gueuse (em francês) ou aparelho de descida, disponibilizar um barco, cabos e pessoal de apoio. Esta modalidade permite a perda do medo da profundidade.
Apnéia Livre ou Imersão Livre: refere-se à descida, através de um cabo guia, para explorar a profundidade, sem auxílio de nadadeiras.
‘No Limits’: Atinge-se maiores profundidades. A descida é feita com auxílio da gueuse e a subida com auxílio de balão. Aqui é muito importante uma excelente logística, um grupo de mergulhadores autônomos faz a segurança.
É importante que salientar que um apneísta completo/polivalente é um apneísta seguro, que possui conhecimento e que controla as mais variadas situações.

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