Modalidade é utilizada até para aulas de física
Em Londrina, o boliche é atração para todas as idades no Catuaí Bowling Center, que desde 1996 mantém 14 pistas no Catuaí Shopping. A maioria dos praticantes, segundo o gerente Alex Carvalho, são pessoas que vêem o boliche como mero divertimento.
É o caso de alunos do ensino médio do Colégio Estadual Olavo Bilac, de Cambé, que desde a semana passada estão vindo ao local como parte das confraternizações de final de ano. O espaço também já foi utilizado para um projeto escolar do professor Eduardo Nagao, do Colégio Marista, que consistia em aulas práticas de física.
Mas no local também há aqueles que levam o boliche a sério. Eles estão presentes em todos os torneios realizados no espaço, às terças-feiras à noite. É o caso dos médicos João Jorge Nassif, de Rolândia, e Almiro Uchoa, de Cambé. Uchoa é adepto da modalidade há três anos e encara o boliche como esporte, pois ''exige equilíbrio, concentração e muito treino''. Ele vem ao Catuaí uma vez por semana e chega a treinar até quatro horas seguidas. ''Cada vez buscamos nos aperfeiçoar mais, jogando a bola com efeito para que ela pegue os pinos vindo de lado, para derrubar todos. Aprendi observando jogadores norte-americanos uma vez que estive em Nova York'', conta Uchoa.
O agricultor e dono de transportadora Aleocídio Balzanelo, o Tide, de Sertanópolis, é o ''mais fanático'' do grupo, de acordo com os outros ''bolicheiros''. Pratica o esporte há cinco anos e não se contenta em jogar só em Londrina. ''Uma vez por semana vou a Maringá disputar o campeonato de lá, que tem uns 50 a 60 bolicheiros bons e três pistas. Aqui (Londrina) só temos a do shopping e somos uns 15 jogadores. No ano passado fui o 1º do ranking em Maringá'', orgulha-se Tide.
Ele compete também em Foz do Iguaçu e Cascavel, mas não é federado. ''Gosto muito do boliche, mas não sou atleta'', confessa Tide, que tem três bolas particulares e adequou o tamanho dos furos aos seus dedos. Ele detém o recorde deste ano na pista do Catuaí, com 268 pontos. Sua maior pontuação no passado foi 289.
Quem já superou a marca de Tide foi o escrevente de cartório Osmar Aoki, de Londrina, que há um ano está afastado dos torneios devido a fortes dores no ombro. ''Acho que exagerei nos treinamentos. Eu chegava a ir quatro vezes por semana ao shopping e ficava três horas jogando. Mas acho que o meu trabalho também contribuiu para dores na coluna'', diz Aoki. Ele nunca participou de torneios fora ''não era viciado como outros jogadores'', brinca Aoki , mas é dele o recorde da pista do Catuaí: 299 pontos 11 'strikes' em 12 bolas. (J.K.)





