O tênis de mesa é um esporte que não convive com discriminações, seja em relação a idade ou classe social. Crianças até pessoas da terceira idade praticam a modalidade. Pobres ou ricos, o importante é ter um par de raquetes, uma bola, uma mesa (e um adversário, é lógico). Para o médico Sérgio Fernandes Antunes, 53 anos, o tênis de mesa é um esporte que congrega a família. ''Mesmo para quem não compete, não deixa de exercer uma atração'', comentou.
Antunes pratica o tênis de mesa desde os nove anos de idade, na época, na Associação dos Viajantes. Um de seus grandes ídolos no esporte foi Pedro Pagan, que jogava no mesmo local. ''As raquetes não tinham espuma'', recorda. Ele completa que sempre foi um apaixonado pelo esporte. Chegou a treinar dentro de igrejas, mesmo não sendo a mesma da sua religião.
O médico observa que, desde aquela época, o esporte sofreu várias alterações. As mudanças, segundo ele, se fizeram necessárias em decorrência da velocidade das disputas. Uma das mudanças foi com a bola, que passou de 38 para 40 milímetros. ''A médio prazo saberemos se as mudanças foram positivas'', completou.
Por muitos anos, o médico defendeu as cores de Londrina e do Canadá Country Club, seja como atleta ou como técnico. Até hoje, ele disputa campeonatos paranaenses entre veteranos pela equipe do Canadá. Há seis anos foi campeão paranaense da categoria. As conquistas foram tantas que ele nem sabe ao certo o número de medalhas conquistadas. ''Deve superar as 300 unidades'', frisou.
Dentre os feitos obtidos como técnico da equipe londrinense, Antunes orgulha-se de ter sido o responsável pela vinda do carioca Alexander Coelho, em 1987. Sob seu comando e posteriormente, Alexander conquistou 14 títulos consecutivos do campeonato paranaense. Coelho é o atual campeão individual e por equipes dos Jogos Abertos do Paraná, além de coordenar o projeto do tênis de mesa no município.
Com toda sua experiência, Coelho afirma que para crescer a nível nacional, o tênis de mesa precisa de investimento da mídia, como ocorreu com outros esportes, como o vôlei e o futsal. ''No Brasil, os dirigentes só pensam no lucro e não desenvolvem o esporte'', declarou. A insatisfação com a falta de valorização do esporte levou Alexander, inclusive, a abandonar as disputas do Campeonato Paranaense.
Sobre a participação das equipes londrinenses nos Jogos da Juventude, o coordenador acredita que tanto a equipe masculina, como a feminina, estarão disputando para ficar entre os cinco primeiros por equipes. Já nos Jogos Abertos, Coelho acredita que os dois naipes podem conquistar o título. (G.A.)

mockup