Moda democrática
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segunda-feira, 19 de junho de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O verde e o amarelo estão na moda. As cores pipocam por todo o País. Casas estão enfeitadas, carros carregam bandeiras e o comércio também caprichou na decoração. Nas ruas, as cores nacionais dominam o guarda-roupa da maioria dos brasileiros. E a camisa da seleção, então, está presente na rotina e até vira uniforme de trabalho para muitas pessoas.
Mas a grande festa do futebol é mesmo democrática. E a torcida brasileira parece seguir à risca esse conceito. Mesmo apoiando o time de Carlos Alberto Parreira na luta pelo hexacampeonato, muitos procuram camisas de seleções rivais. Nada, é claro, que se compare ao número de ''amarelinhas'' comercializadas desde antes do início da Copa do Mundo.
As preferidas dos torcedores são a número 9, do atacante Ronaldo, e a 10, do meia-atacante Ronaldinho Gaúcho. Num patamar um pouco abaixo está a procura pelas camisas do lateral-esquerdo Roberto Carlos (6) e do atacante Adriano (7). Se o leitor sentiu falta de um dos integrantes do quadrado mágico, a explicação é comercial.
É que o meia-atacante Kaká, dono da número 8, é patrocinado por uma empresa diferente da fornecedora de material esportivo da seleção. Em certos estabelecimentos, os estoques acabaram antes do início da Copa.
E a moda da maior competição de futebol do planeta tem espaço para modelos alternativos. E, por incrível que pareça, os uniformes dos maiores rivais do Brasil também têm bastante procura no comércio da cidade. É o caso da camisa da Argentina, cujas vendas são significativas, ao lado de seleções como Itália, Alemanha, Holanda e Japão.
Os fãs de seleções menos cotadas também não ficam na mão. É possível encontrar os uniformes de países que não têm tradição no esporte bretão, como Croácia, Estados Unidos, Coréia do Sul, entre outros.
''A cada 20 camisas do Brasil que nós vendemos, uma de outro país é comercializada'', comenta Romildo Silva dos Santos, o Bitu, vendedor de uma loja do ramo na área central de Londrina. E as vendas têm sido boas, apesar do preço do uniforme da seleção, que gira em torno de R$ 160.
Funcionária de um estabelecimento localizado no Royal Plaza Shopping, Andréa Regina Brustz disse que o dia do jogo é o melhor para as vendas de camisas do Brasil. ''A média de vendas é de cinco por dia. Quando o Brasil joga, chegamos a vender 15 peças'', contabiliza.
Já o gerente de uma loja no Catuaí Shopping Center, Jorge Duarte, avalia que a procura pelas camisas de seleções estrangeiras são resultado da simpatia dos torcedores por times rivais do Brasil. ''É mais pelos times em si do que pela beleza das camisas'', opina.
Material esportivo E também há procura por outros tipos de material esportivo, como agasalhos de seleções estrangeiras. ''É uma mostra de como o mundo fica unido durante a Copa'', arrisca a gerente Tatiana Siqueira Villar, responsável por loja no Catuaí.
Por outro lado, a venda de material esportivo em geral como calções, meiões e chuteiras tem permanecido estável, de acordo com os comerciantes ouvidos pela reportagem da Folha de Londrina.


