Em um clima de mistério injustificável, o técnico Glenn Hoddle incluiu um derradeiro jogo-treino no programa da seleção britânica antes da Copa, anteontem à noite. E deixou entrever que Teddy Sheringham talvez não comece a partida em que a Inglaterra estréia no certame, segunda-feira contra a Tunísia, por causa de suas imprudências em Portugal na semana passada. O jogo faz parte do Grupo G, composto ainda por Romênia e Colômbia.
Num jogo que Hoddle procurou esconder ao máximo dos olhares indagadores, ele substituiu Sheringham por Michael Owen, o jovem que há alguns meses ameaça entrar na equipe titular junto com Alan Shearer. Depois de todas as coisas positivas que Owen fez para convencer Hoddle de seu valor, o curioso é que talvez tenha sido a tolice de Sheringham que finalmente forçou Hoddle a tomar a decisão.
Enquanto um cordão de isolamento da polícia permitia que só alguns eleitos entrassem no estádio em Caen, a Inglaterra conseguia a vitória nada convincente por 1 a 0 sobre a equipe da casa, que terminou em oitavo lugar na segunda divisão de futebol francês. Paul Scholes, que muitos esperam ver em campo logo no início da partida contra a Tunísia, em Marselha, marcou o único gol, aos 39 do segundo tempo.

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