São Paulo - Em seus últimos dias no São Paulo, o zagueiro Miranda se esforça para não deixar o técnico Paulo César Carpegiani na mão. Ele não joga desde o dia 4 de maio, no primeiro jogo do confronto com o Avaí que provocou a eliminação são-paulina na Copa do Brasil, por causa de contusão no tornozelo esquerdo. Voltou a treinar na semana passada, mas ainda é dúvida para o duelo contra o Atlético-MG na quarta-feira, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG), pela terceira rodada do Brasileirão.
No último sábado, Miranda participou de um jogo-treino, sob olhares da comissão técnica, e deixou todos em dúvida. ''O Miranda treinou pela primeira vez e ainda vamos avaliar melhor a reação dele'', explicou Carpegiani.
Se jogar contra o Atlético-MG, o zagueiro começa a sua despedida do São Paulo. Depois de acompanhar a saída do seu amigo Alex Silva, brigado com a diretoria e vaiado por torcedores, Miranda quer deixar o clube com boa impressão.
''Eu fiquei triste com o que aconteceu com o Alex Silva, quero deixar o São Paulo com uma boa imagem e pretendo jogar os próximos jogos. Tenho certeza que o São Paulo terá um sistema defensivo forte'', afirmou Miranda.
Miranda vai embora no final deste mês, rumo ao Atlético de Madrid, da Espanha. Antes da viagem, ele poderá fazer cinco jogos pelo clube: Atlético-MG, Grêmio, Ceará, Corinthians e Botafogo, todos pelo Brasileirão.
Mas está difícil participar de todos. O próprio Miranda deixou todos cautelosos. ''Estou bem, mas não como antes. Eu me senti confortável durante a atividade'', analisou o zagueiro, após o jogo-treino de sábado.

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