São Paulo - O governo federal não é contra o patrocínio das estatais para os esportes de alto rendimento e, segundo o ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, os investimentos feitos até aqui deram o esperado retorno de marketing. Mas o Ministério ''fará uma revisão, contrato por contrato'' do apoio das estatais às confederações. O Banco do Brasil apóia o vôlei, os Correios, a natação, a Petrobrás, a vela, entre outros esportes.
''Estive com a diretoria da Caixa Econômica Federal (que patrocinou o atletismo em 2002 e o basquete anteriormente), mas precisamos ter definições do conjunto, em todas as estatais. Acho que a experiência foi positiva, mas pode haver ajustes, correções'', afirmou o ministro.
Agnelo Queiroz deixou claro que o Ministério vai rever os contratos e, apesar de respeitar a decisão das estatais, participará diretamente das decisões. Também observou que as confederações que apresentarem projetos de inclusão social ''serão parceiras''. Disse que aguarda propostas das confederações inclusive da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a quem prometeu ajudar a encontrar apoio sobre a utilização de sua experiência e infra-estrutura em programas sociais. A CBB não esconde que ambiciona ver a Caixa de volta ao esporte, ainda que hoje apóie o atletismo.
Agnelo Queiroz esteve ontem em São Paulo a convite da CBB, para o lançamento do Campeonato Nacional Masculino de Basquete, que começa domingo.
Quanto ao atletismo, que negocia a renovação de contrato com a Caixa, o ministro observou que o investimento do banco no esporte foi pequeno e o retorno, grande. Ressaltou que considera o atletismo uma modalidade adequada para projetos de inclusão. Destacou a que a vencedora da Corrida de São Silvestre, Marizete Rezende, que visitou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é exemplo de uma ''brasileira humilde'' que teve uma chance com o esporte.
O ministro defendeu ainda a criação de um incentivo fiscal como a Lei Rouanet, na cultura , para atrair o patrocínio da iniciativa privada.

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