Brasília - O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, e representantes de 21 clubes paulistas estiveram ontem em Brasília para fazer lobby por alterações na Lei Pelé, que recebe o esporte brasileiro. Eles participaram de reuniões com o ministro do Esporte, Orlando Silva, e com os presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para pedir a criação de um mecanismo que evite a saída de jogadores muito jovens para o exterior.
''A cada dia, os jogadores saem (para o exterior) sem qualquer controle e o prejuízo é cada vez maior. Essa legislação é prejudicial a todas as entidades de futebol'', defendeu Del Nero, que conta com o apoio de Orlando Silva na sua pressão. ''O próprio Pelé, em reunião conosco, se manifestou favorável à revisão da lei Pelé. Nosso objetivo é proteger os clubes que formam atletas, que hoje saem do Brasil muito cedo'', disse o ministro.
A legislação atual permite ao clube assinar um contrato profissional com o atleta depois dos 16 anos, por até cinco anos de duração. Mas, depois de três anos, a transferência para um clube estrangeiro pode ser feita apenas com o pagamento da multa rescisória, que é proporcional ao salário do atleta.
A proposta que deve ser analisada numa comissão especial pela Câmara deve estabelecer alguns parâmetros para que o clube possa ser considerado ''formador'' e conte com a proteção pedida pelos cartolas. ''O clube formador é o que oferece condições a um jovem, como assistência escolar, médica e psicológica, além do treinamento esportivo. O clube tem responsabilidades e precisa ter vantagens'', explicou Orlando Silva.
Além de Del Nero, estiveram presentes dirigentes de 11 clubes paulistas: Palmeiras, Corinthians, Paulista, Bragantino, América, União São João, São Bento, Nacional, Força, São Bernardo e Paulínia.

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