São Paulo - O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., afirmou ontem, durante a cerimônia de abertura do 8º Enaenco (Encontro Nacional de Arquitetura e Engenharia), em São Paulo, que o governo federal não pretende investir na construção e na reforma dos estádios que serão utilizados na Copa do Mundo-2014.
''O governo pensa em não destinar dinheiro público para a construção ou remodelação de estádios. Essa questão deve partir da iniciativa privada. É uma oportunidade para as concessões, que podem atrair torcedores que não vão aos estádios por falta de segurança e conforto'', disse o ministro, que apontou ainda as melhorias que as arenas ligadas à iniciativa privada teriam.
''Uma rede de estádios multiuso permitirá que o Brasil entre com mais força no ciclo de grandes eventos e espetáculos, que requerem uma infra-estrutura logística que agora está limitada a um ou dois lugares no país. As arenas poderão também explorar marcas, como fez a Alemanha no recente Mundial (de 2006).''
Segundo o ministro, o dinheiro público deve ser investido para cumprir outras exigências do caderno de encargos elaborado pela Fifa e melhorar a infra-estrutura do país. ''Precisamos melhorar a segurança, o sistema de transportes, o acesso aos estádios e a rede hoteleira. Por isso, vamos investir em telecomunicações e na melhoria das rodovias, das ferrovias, dos aeroportos e dos portos. Falta pouco tempo (para o Mundial), mas tudo isso é viável'', concluiu Silva Jr.
O presidente do Sinaenco Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), José Roberto Bernasconi, afirmou que concorda com a política governamental e disse que apenas o esquema de PPPs (Parcerias Público-Privadas) pode viabilizar uma Copa no país.
''Sem o esquema de concessões, não há outra alternativa para a construção de novos estádios no Brasil. Já temos alguns exemplos vitoriosos no Brasil com as alianças público-privadas, como nas estradas, onde os espanhóis têm grande participação'', declarou Bernasconi.

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