São Paulo - O ministro britânico do esporte e da Olimpíada, Hugh Robertson, disse que a Inglaterra não descarta deixar a Fifa caso a entidade não investigue as acusações de suborno contra membros de seu Comitê Executivo que atingem, inclusive, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.
Terça-feira, o ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol e do comitê de candidatura Inglaterra-2018, Lord Triesman, declarou em uma audiência no Parlamento inglês que diversos membros da Fifa teriam pedido presentes e dinheiros em troca de seus votos na candidatura inglesa, entre eles Ricardo Teixeira. ''Há um desejo de tentar, trabalhar e mudar a Fifa por dentro. Se a Fifa demonstra que é incapaz de fazer isso, então me atreveria a dizer que todas as opções são possíveis'', afirmou Robertson ao canal de TV britânico BBC.
Após as acusações de Triesman, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que, uma vez que lhe sejam apresentadas provas que sustentem as denúncias, a entidade tomará as medidas cabíveis, incluindo uma provável investigação por meio de seu Conselho de Ética.
Robertson pediu mais transparência à Fifa em seus processos de candidatura.
Pouco mais de um mês antes das eleições que escolheram a Rússia como sede do Mundial de 2018 e o Qatar para organizar a Copa de 2022, o jornal britânico ''Sunday Times'' publicou uma série de reportagens em que dois membros do Comitê Executivo da Fifa foram gravados aceitando trocar seus votos no pleito por dinheiro. Os acusados foram suspensos, e a votação seguiu normalmente.
Um escândalo semelhante ocorreu no Comitê Olímpico Internacional (COI), quando da escolha de Salt Lake City como sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002. Como consequência, o COI passou por uma extensa reforma em que mudou, desde outras coisas, o processo de votação que escolhe as cidades sedes dos jogos. ''Temos que respaldar tudo com provas, e espero que a Fifa siga o exemplo do COI, que se submeteu a um processo similar depois de Salt Lake City'', disse Robertson.
Outro lado
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, divulgou um comunicado oficial para rebater as declarações feitas pelo ex-presidente da Associação Inglesa de Futebol e do comitê Inglaterra-2018, Lord Triesman, e informou que vai processá-lo. A entidade brasileiro publicou em seu site oficial que Triesman, com essa declaração, tenta esconder o seu fracasso na condução da candidatura da Inglaterra para receber a Copa.

mockup