Minas mostra o poder de fogo
Agência Estado
Os atacantes Guilherme, do Atlético-MG, e Alex Alves, do Cruzeiro, que dividem a artilharia do Brasileiro, com 12 gols cada, têm em comum não apenas o fato de atuar por equipes mineiras. Os dois sempre tiveram dificuldades para se firmar como titulares nos clubes que jogaram, até a atual temporada.
Guilherme, emprestado pelo Vasco ao Atlético em contrato que vai até julho de 2000, sofreu muito, desde o ano passado.Eu não consegui jogar no Brasileiro de 1998, porque fiz uma primeira partida pelo Grêmio e, logo depois, o Vasco comprou meu passe, diz.
O atacante, paulista e de 25 anos, começou a carreira no Marília, em 1992, de onde foi para o São Paulo. Após dois anos no tricolor, nunca como titular absoluto, seguiu para a Espanha, onde atuou no Rayo Vallecano. A experiência não foi das melhores e Guilherme voltou ao Brasil, em 1997, transferido para o Grêmio.
No Vasco, para onde seguiu no início de 1998, o jogador não teve muitas oportunidades. Mas eu saí de lá sem mágoas, deixei muitos amigos e hoje estou bastante feliz e confiante no Atlético-MG.
Alex Revelado pelo Vitória-BA, pelo qual foi vice-campeão brasileiro em 1993, Alex Alves passou por diversos times Palmeiras, Juventude e Portuguesa , antes de vir para Belo Horizonte, no ano passado. Quase sempre, foi encarado pelos treinadores como uma espécie de arma secreta. Ou ficava na reserva, sendo acionado no decorrer dos jogos, ou era escalado em partidas mais importantes, em que o técnico queria explorar sua velocidade, nos contra-golpes.
No Cruzeiro, a situação não foi diferente. Sob o comando do técnico Levir Culpi, Alex disputava desde o ano passado, quando a equipe foi vice-campeã brasileira, uma posição permanente entre os titulares, o que, praticamente, só veio a acontecer na atual temporada. Com os gols e o ótimo futebol apresentado desde o início do campeonato, o atacante baiano conseguiu realizar seu sonho.





