Milton Cruz desabafa: 'Meu auxiliar é Deus'
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terça-feira, 03 de julho de 2012
Das Agências 
São Paulo - Sempre que o São Paulo demite um treinador sem ter nenhum profissional ''engatilhado'' para assumir o comando da equipe, a direção opta por uma solução caseira: o auxiliar técnico Milton Cruz é designado para dirigir o time.
Mas com este recurso aparecem também as críticas, tanto a Milton quanto aos dirigentes. A maior delas, de que o interino faz as vontades do presidente Juvenal Juvêncio e escala de acordo com as ordens do mandatário. Cruz se irritou.
''Meu auxiliar é Deus. O ''seo'' Juvenal é o presidente, ele que manda. Mas me deixaram a vontade para treinar. Ele é o presidente. Se ele falar alguma coisa, vou ouvir sempre. Mas nunca tive interferência de ninguém. Tudo o que fiz foi ideia minha'', assegurou Milton.
Apesar da dita liberdade, o auxiliar nega a intenção de permanecer no comando da equipe de forma definitiva. ''Se não tiver treinador, e acharem que eu tenho que continuar, vou até acharem um treinador para o São Paulo'', declarou.
O São Paulo volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Coritiba no Morumbi, às 16h. Para esse jogo, Milton Cruz não poderá contar com o atacante Luis Fabiano, que foi suspenso ontem por duas partidas por causa da expulsão diante do Atlético-MG - ele já cumpriu um jogo na vitória sobre o Santos. Ele corria risco de ser suspenso por até 11 jogos.
Próximo da volta
Rogério Ceni deu uma nova demonstração, ontem, de que está cada vez mais perto de voltar a defender o São Paulo. Em fase final de recuperação de uma cirurgia no ombro direito, realizada em janeiro, o goleiro conseguiu realizar novos exercícios, praticou defesas com quedas laterais pela primeira vez e exibiu confiança de que o seu retorno ao time irá ocorrer dentro de um curto prazo.
''Foi um treino muito significativo pra mim, pois pude realizar quase todos os movimentos de jogo sem nenhum incômodo. Estou confiante num retorno próximo'', ressaltou o ídolo são-paulino, cuja previsão inicial era a de que ficasse afastado dos gramados por seis meses depois da realização da cirurgia.
O departamento médico do São Paulo prefere ainda não estabelecer um prazo mais preciso para o retorno de Rogério, que deverá ocorrer antes do tempo previsto inicialmente.


